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quinta-feira, fevereiro 27, 2003  

Poema
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento
A tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com seu carinho
e lembrei de um tempo
porque o passado me traz uma lembrança
do tempo que eu era criança
e o medo era motivo de choro
desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei
nem reclamei abrigo
do escuro eu via o infinito sem presente,
passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
De repente a gente vê que perdeu
ou está perdendo alguma coisa
morna e ingênua
que vai ficando no caminho
que é escuro e frio
mas também bonito
porque é iluminado
pela beleza do que aconteceu
há minutos atrás

(Frejat/Cazuza)

escrito por Fabio Fernandes | 2/27/2003 09:58:00 da manhã


quarta-feira, fevereiro 26, 2003  

Você já comprou um blog, nego? Então compre! Dona Rossana Fischer manda avisar:

Quer entrar para o mundo dos blogs
de maneira inesquecível?
Um blog 0km está sendo leiloado!
clique na imagem para saber mais


Um blog completo, prontinho, espera pelo seu dono

clique no link para ver o "Não Discuto"
http://www.naodiscuto.blogger.com.br/



Eu já dei o meu lance!

escrito por Fabio Fernandes | 2/26/2003 01:16:00 da tarde
 

Ah, tem coisa nova no Cinephilia. Pouca, mas tem. (Aguardem até amanhã a entrada do sistema Bloglet de assinaturas.)

escrito por Fabio Fernandes | 2/26/2003 08:26:00 da manhã
 

Leia o filme, veja o livro. Vocês sabiam que eu não ia resistir, né? É claro que, ao comprar o excelente livro da Maitena, Mulheres Alteradas, para minha mulher, eu pruveitei e comprei para mim As Gangues de Nova York, de Herbert Asbury. É uma análise muito interessante do submundo da cidade que nunca dorme em meados do século dezenove. Detalhe: ele foi escrito em 1928 - e contém um "prefácio" de Jorge Luis Borges, na verdade um dos contos de sua História Universal da Infâmia, sobre a figura de Monk Eastman (o homem da clava no filme de Scorcese). Tentarei começar a ler hoje, mas isso vai depender do...

EL GRÁN MONDO MARAVILLOSO DEL MESTRADO!
Ao contrário do que pregavam os camelôs de antanho, isso requer prática e habilidade sim senhor: não é mole ter de ler seis textos sobre semiótica russa, um livro de introdução à filosofia e dois livros sobre Peirce em uma semana, ainda mais quando essa semana é a semana do carnaval. Mas eu não estou reclamando, porque vou pro Rio pegar uma praia com a minha senhôura pela manhã, me enfurnar à tarde nas salas de cinema e à noite, que ninguém é de ferro, estudar. Porque nerd tem que fazer valer a sua reputação, certo?

escrito por Fabio Fernandes | 2/26/2003 08:24:00 da manhã


segunda-feira, fevereiro 24, 2003  

Eu só quero amar. Hoje é aniversário da minha mulher. Pela manhã, fui comprar as passagens de ônibus pro Rio de Janeiro (isso foi antes de eu saber das notícias de hoje, o que de qualquer maneira não me impediria de viajar, porque o Rio pode estar uma merda mas ainda é a minha cidade natal, e quase toda a minha família está lá, ora bolas).
Mas não vou falar de guerra, seja no Iraque ou do tráfico. Hoje eu só quero amar. Talvez alguns achem piegas ou sentimental. Os que não amam, quero dizer, ou os que não são amados. Porque para quem ama, meus amigos, nada é piegas. All in love is fair, já dizia Stevie Wonder, e quem há de negar?
Voltando à vaca fria: fui comprar as passagens... e o presente da minha amada. Um livro muito, mas muito bom da cartunista argentina Maitena Burundarena (endossado por ninguém menos que Quino, criador da Mafalda, que minha mulher ama de paixão), e flores, que estas são de lei. Depois, um almoço a dois, uma das coisas (junto com o cinema) que a gente mais curte fazer lado a lado.
E mais não digo. Ah, digo sim: amor realmente é tudo nesta vida. Se você ainda não experimentou, corra porque a vida é curta e não dá pra perder tempo.

escrito por Fabio Fernandes | 2/24/2003 07:38:00 da tarde


domingo, fevereiro 23, 2003  

GUERRA NÃO! Se você também é contra a guerra, clique aqui e mande a seguinte mensagem para George Bushit:
All we are saying: just give peace a chance.

escrito por Fabio Fernandes | 2/23/2003 10:55:00 da tarde
 

Cinéfilo de mudança. Hoje foi um dia bom de manhã, muito bom à tarde e muito triste à noite. Não quero falar sobre isso - não agora - mas, para espairecer um pouco, ou tentar, pus mãos à obra e mudei o Cinephilia de lugar, que eu estava muito insatisfeito com o Blogger Brasil. Nada pessoal, mas estou mais acostumado mesmo com o Blogger.com, que eu já sei manejar razoavelmente. Portanto, a partir de hoje, basta clicar aqui para saber o que eu penso a respeito de filmes de cinema, séries de TV e congêneres. Mas não esperem Pauline Kael nem Paulo Francis: no Cinephilia vocês irão encontrar apenas opiniões estritamente pessoais, razoavelmente apaixonadas e nunca, mas nunca mesmo, ofensivas.

escrito por Fabio Fernandes | 2/23/2003 01:39:00 da manhã


sábado, fevereiro 22, 2003  

O post abaixo foi publicado hoje no Cinephilia:

Bloglet e Blogger Brasil, a parceria inexistente. Pois é, desisti. Todos os dias descubro que tem alguém querendo assinar a lista de atualizações do Bloglet, sistema supercompetente que funciona às mil maravilhas com o Blogger.com, mas que inexplicavelmente não funciona direito com o Blogger Brasil. Até agora seis pessoas conseguiram assinar a lista, mas outro tanto não conseguiu, o que já está me deixando constrangido. Através da Bia, do ótimo Pensamentos Imperfeitos, hoje fiquei sabendo que o Bravenet, meu provedor para assuntos de estatísticas, também possui um serviço de aviso de atualizações. Então ficou resolvido: deletei o Cinephilia (infelizmente) do Bloglet e agora estou com o Bravenet. Espero que dê certo. A todos os que andaram tentando assinar este blog nos últimos dias, minhas desculpas. Acho que agora vai.

escrito por Fabio Fernandes | 2/22/2003 10:41:00 da manhã


sexta-feira, fevereiro 21, 2003  

Matéria nova no Itaú Cultural. Acabam de subir para o site da revista eletrônica do Itaulab dois textos meus: uma resenha do ótimo livro Clones Humanos: Nossa Autobiografia Coletiva, da bióloga e escritora Clara Pinto Correia, e uma entrevista com ela sobre clonagem e the whole shebang sobre os raelianos. Aguardem que em breve tem mais.

escrito por Fabio Fernandes | 2/21/2003 06:40:00 da tarde
 

Kafka no ônibus. Georges Perec ficaria meio puto comigo se tivesse me conhecido, mas parei de novo o livro dele. Desta vez por um bom motivo: relendo Kafka. Por conta de uns escritos meus (que não têm nada a ver com as histórias do Pequeno Dicionário), precisei reler algumas obras do genial tcheco. Nas viagens de ônibus de ida e volta para o Rio, devorei os pequenos volumes Contos, Fábulas e Aforismos (Civilização Brasileira, 1993, atualmente esgotado), e Contemplação / O Foguista (Companhia das Letras, 1999). Também recomecei a leitura de O Processo (Companhia das Letras, 1998). Na cabeceira para ler por estes dias, a barra-pesada Carta do Pai (Companhia das Letras, 1997) e o volume duplo Um Artista da Fome / A Construção (Companhia das Letras, 1998). Vale ressaltar que todos os volume da Cia das Letras são traduzidos direto do original alemão por Modesto Carone, num trabalho que durou quase vinte anos e só terminou recentemente, com o lançamento das Narrativas do Espólio, que eu não tenho mas vou comprar em breve. Não preciso nem dizer se vale ou não a pena, não é? ;-)

escrito por Fabio Fernandes | 2/21/2003 02:04:00 da tarde
 

Da série: blogs bacanas. A bola da vez é o muy guapo Pensamentos Imperfeitos, da curitibana Bia. Fui logo de cara com o visual do blog. O nome da menina também ajudou (Bianca é o nome da minha irmã), mas não é só por isso. Os textos dela são muito bons. E descobrimos que temos uma coisa em comum: a predileção pelos dinossauros (no melhor dos sentidos) Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer. Bia, você vai pra minha coluna da esquerda, ok?

escrito por Fabio Fernandes | 2/21/2003 01:47:00 da tarde
 

Observaçãozinha. Quase 10 mil visitas em nove meses de blog. Não está mal, hein? ;-) Obrigado a todos pela preferência e continuem divulgando este humilde blog. Quem sabe se eu também não sigo o exemplo do Marcorélio e dou uma festinha de um ano? (Se vocês quiserem, claro.)

escrito por Fabio Fernandes | 2/21/2003 01:42:00 da tarde


quinta-feira, fevereiro 20, 2003  

Uma breve explicação. A frase acima, no cabeçalho desta página, é de autoria do meu professor de Ciências Cognitivas, Jorge de Albuquerque Vieira. O sujeito é um gênio matemático e um tremendo professor, que logo na primeira aula já conseguiu deixar a turma inteira doida para aprender matemática, física e mecânica quântica (eu sou suspeito, porque a minha formação básica é de eletrônica, ainda que eu não leve jeito para a coisa). Mas, além de tudo, o Jorge é um tremendo gente-boa, que não perde a aula nem a piada, e ainda é capaz de brindar os alunos com frases lapidares brilhantes e contextualizadas, evidentemente. Volta e meia publicarei algumas dessas frases. Sem contexto, que é pra ficar mais interessante. (Mas posso explicar se alguém pedir, ok?)

escrito por Fabio Fernandes | 2/20/2003 07:23:00 da tarde
 

Estou de volta a São Paulo. E já coloquei coisa nova no Cinephilia, hein?

escrito por Fabio Fernandes | 2/20/2003 07:12:00 da tarde


quarta-feira, fevereiro 19, 2003  

Ouvindo Emerson, Lake e Palmer de novo (todos os MP3 deles ficaram aqui na máquina da casa dos meus pais): C´est la vie. Bem apropriado para estes tempos em que Kali faz ouvir a sua canção cada vez mais fortemente, e até mesmo a blogsfera (infelizmente) pega uma rebarba do ódio e da intolerância sem sentido maldisfarçados de racionalidade. Acho que é por isso que desisti de fazer deste blog um espaço de discussão jornalística séria. Não vale a pena.

escrito por Fabio Fernandes | 2/19/2003 04:58:00 da tarde
 

Merda. Justo agora que eu resolvo atualizar o Cinephilia, o Blogger Brasil está em manutenção neste momento. Isso não costuma acontecer com o Blogger do Evan Williams. Espero que a compra recente pelo Google melhore ainda mais o serviço, porque se ficar igual ao da Globo...

escrito por Fabio Fernandes | 2/19/2003 04:56:00 da tarde
 

Cansado. Mal consigo digitar (só postei coisa no Pequeno Dicionário porque sangue de Bill Gates tem poder: bendito CtrlC + CtrlV). Mas tenho que trabalhar. Cheguei ao Rio hoje e volto a Sampa amanhã. O cérebro parece que vai derreter de tanto calor. Estou quase me sentindo um Warren Ellis: só faltam o pub, a cerveja e o mau humor. O talento eu acho que tenho, sem falsa modéstia.

escrito por Fabio Fernandes | 2/19/2003 04:21:00 da tarde
 

Tem coisa diferente no Pequeno Dicionário.

escrito por Fabio Fernandes | 2/19/2003 04:17:00 da tarde


terça-feira, fevereiro 18, 2003  

A Mermaid voltou!!!

P.S.: Mas eu não. O mestrado recomeçou hoje, e amanhã cedinho estou indo pro Rio, que é aniversário do meu pai e vou dar um abraço no velho, que eu amo muito!! Amanhã ou depois voltamos à ativa: não deixem de sintonizar este humilde weblog!!

escrito por Fabio Fernandes | 2/18/2003 10:34:00 da tarde


domingo, fevereiro 16, 2003  

E tem coisa nova no Pequeno Dicionário.

escrito por Fabio Fernandes | 2/16/2003 10:59:00 da manhã


sexta-feira, fevereiro 14, 2003  

Sobre a guerra. Pois é, pode parecer uma coisa muito distante de nós mas acho que não é bem assim. Nas palavras de Guilherme Kujawski, jornalista de tecnologia, escritor de primeira e autor do excelente Samizdat:
Sinto muito, franceses, mas a subjetividade capitalista dos EUA venceu. Vamos ter guerra, sim. Porque não é apenas o povo brasileiro que carece de memória. A movimentação é grande e já está havendo congestionamento de porta-aviões no Golfo Pérsico e Mediterrâneo. Isso chama-se "Big Stick Diplomacy" ou melhor, "Gunboat Diplomacy" (diplomacia de navios canhoeiros). Depois da arenga do pseudo Adlai Stevenson na ONU, ficou mais evidente o tipo de diplomacia empregada. A frase de Voltaire diz tudo: "as pessoas empregam palavras para esconder seus pensamentos, e utilizam pensamentos para fundamentar seus erros". Toda guerra é um erro.
Assino embaixo. De Voltaire e do Kuja.

escrito por Fabio Fernandes | 2/14/2003 06:45:00 da tarde
 

A História de Lucas. Este é o nome do mais novo blog da praça. que está há dois dias em primeiro lugar no Toplinks. Se alguém ainda não ouviu falar nele, clique aqui agora e visite. No mais, fiquem com as palavras de Rossana Fischer, que criou o blog e todo o maravilhoso movimento por trás dele:
O Caderno de Informática do jornal O Globo publicou, na segunda-feira, a tela que o Dudi doou pra campanha com a seguinte nota:
"Legenda da foto: UM DIA, uma mulher grávida e doente bateu à porta de uma casa perto do hospital da USP, pedindo comida. Deu sorte. A porta foi aberta por Rossana Fischer, que soube ver o ser humano por trás da miséria. Rossana assina o Wumanity, um blog de ótima circulação. Lá contou a história da Célia, soropositiva, que vive com o marido Luiz de favor num pedacinho de barraco sem banheiro ou água quente: uma brasileira típica. O drama correu a rede. Blogs e blogueiros solidarizaram-se. Um conseguiu as certidões de nascimento de que Célia e Luiz precisavam para dar um sobrenome a Lucas, que nasceu pouco depois, também soropositivo; outros enviaram dinheiro, roupas, remédios. Dudi Maia Rosa doou a aquarela acima, para ser leiloada: lances até 28 de fevereiro para rossana@wumanity.com. Para acompanhar esta comovente saga de solidariedade, visite a Rossana em A História de Lucas. Podendo, ajude."


Eu já havia dito há um bom tempo que os blogs não eram mais somente diários de adolescente. Mas agora eles também são instrumentos de mudança social. E isso é maravilhoso.

escrito por Fabio Fernandes | 2/14/2003 03:52:00 da tarde
 

Continuo lendo...e escrevendo! De uns tempos pra cá, o Pólis ficou tão vinculado à literatura que eu até estranho quando fico uns dias sem falar em livros. É que, não bastasse o Perec (um dos poucos autores que eu leio devagar, para saborear o texto), cujo Vida - Modo de Usar tem 502 suculentas páginas, eu acabo de receber um livro de contos que me fez parar o Perec (hm, isto soou quase como um trava-língua.) Não posso dar muitos detalhes agora, mas adianto uma coisa: é uma coletânea de contos eróticos, e um dos autores é este que vos digita. O livro ainda não foi lançado nas livrarias, mas as sessões de autógrafos foram marcadas para os dias 8 de março (em São Paulo) e 15 de março (Rio de Janeiro). Como o Carnaval está se aproximando rapidamente e todo mundo vai esquecer, assim que o tríduo momesco (gostaram?) terminar, eu posto uma mensagem grande aqui dando mais detalhes sobre o livro e, evidentemente, hora e local dos lançamentos. Quero todo mundo lá, hein?

escrito por Fabio Fernandes | 2/14/2003 10:54:00 da manhã
 

E o Pequeno Dicionário é o blog do dia do Febre de Blog. Obrigado a Sabrina Dias pela gentileza. Prometo continuar servindo bem para servir sempre.

escrito por Fabio Fernandes | 2/14/2003 10:49:00 da manhã
 

Outro que tem vindo muito aqui é o Compadre Leôncio, do dia36, que incrusive me linkou em seu blog. Pois tome lá um link pro seu também, cumpádi, e obrigado pela preferência!

escrito por Fabio Fernandes | 2/14/2003 10:44:00 da manhã


quinta-feira, fevereiro 13, 2003  

Hoje tiraram o dia para me elogiar. Valeu, Serjones!!

escrito por Fabio Fernandes | 2/13/2003 01:29:00 da tarde
 

Obrigado pela menção carinhosa, Inagaki!!

escrito por Fabio Fernandes | 2/13/2003 09:38:00 da manhã
 

Ouvindo Emerson, Lake and Palmer. From the Beginning. Muito, mas muito bom. Eu tinha até esquecido o quanto.

escrito por Fabio Fernandes | 2/13/2003 09:37:00 da manhã


quarta-feira, fevereiro 12, 2003  

Por que gosto de Georges Perec. Vocês já ouviram falar nesse sujeito? Perec é um dos melhores escritores que já li - e quem freqüenta este blog há algum tempo já deve ter percebido que eu sou (apenas um pouquinho) fanático por livros.
Comecei esta semana a ler o livro mais conhecido dele no Brasil: A Vida - Modo de Usar (Companhia das Letras, 1991). Perec tem mais três livros publicados no país, que depois vou comentar com calma.
Para quem lê inglês, uma boa pedida para saber mais sobre este francês que perdeu os pais na Segunda Guerra Mundial (o pai, em batalha, a mãe em Auschwitz) e que morreu prematuramente de câncer às vésperas de completar 46 anos, em 1982 é este texto, publicado no site americano The Modern Word e escrito por um amigo meu, o brasileiríssimo Bráulio Tavares, parceiro de Lenine e autor de excelentos livros de ficção científica como A Espinha Dorsal da Memória (Editora Rocco).
Um dos livros mais pungentes de Perec é W, ou a Memória da Infância, em que ele alterna duas tramas: a história de uma ilha utópica, voltada para um ideal olímpico de saúde e beleza (e, não por acaso, um tanto nazistóide) e sua autobiografia. Foi um dos livros que mais me marcaram.

Sobre a memória da infância - ou da adolescência, para ser mais exato - aguardem em breve um post muito incomum por estas bandas. Um post bastante pessoal.

escrito por Fabio Fernandes | 2/12/2003 11:59:00 da manhã
 

Interlúdio. Em curtíssima temporada no Rio, blogando do meu computador-carroça na casa dos meus pais. Trabalhando feito uma mula manca. Ouvindo Electronic e Sneaker Pimps no Winamp. Suando às pampas. Não que eu esteja reclamando. Podia ser pior.

escrito por Fabio Fernandes | 2/12/2003 10:31:00 da manhã
 

Cidade de Deus fora da disputa pelo Oscar. Querem saber minha opinião pessoal e intransferível? Foi melhor assim. Por que acho isso? Dêem um pulinho aqui e leiam mais.

escrito por Fabio Fernandes | 2/12/2003 10:29:00 da manhã


terça-feira, fevereiro 11, 2003  

Da Série: Blogs Bacanas. Ainda sobre a festa do Marcorélio, uma das coisas mais divertidas que eu e Aurora vimos foi quando chegou um casal muito louco, ela vestida de freira, ele vestido com uma saia preta longa e usando coleira, com um cabrestinho devidamente puxado pela freira (claro).
Tudo brincadeira, evidente. O bacana é que o cara vestia uma camiseta com a URL do próprio blog, não precisando, portanto, das etiquetas que quase todos usavam no recinto. O cara é o Carlos Vidigal Lopes, criador do excelente e muitíssimo bem escrito blog Jornaleco!, que eu não conhecia (mea culpa) mas agora vai pra coluna da esquerda, porque é pra ler todo dia.

escrito por Fabio Fernandes | 2/11/2003 09:58:00 da manhã
 

Prontinho, James, tá lá o Chaostrofobia, que eu havia esquecido de acrescentar à coluna da esquerda! Agora, vê se não desiste desse blog, hein, cara? Ele é muito legal!

escrito por Fabio Fernandes | 2/11/2003 06:42:00 da manhã


segunda-feira, fevereiro 10, 2003  

Putz, falando na Paula, ela me chamou de "latifundiário do blogspot". Caceta!!
Mas, pensando bem, ela tem uma certa razão. Em dois anos, dois blogs criados (e devidamente assassinados), um blog meio malcriado (que não vai morrer tão cedo, não adianta, senhores), um blog de contos e outro de filmes e cultura nerd em geral. Tirando este último, que resolvi criar no Blogger Brasil só para experimentar, o resto foi tudo no Blogger.com mesmo.

Putz, eu devia ganhar um salário para blogar.

escrito por Fabio Fernandes | 2/10/2003 03:12:00 da tarde
 

Spammer: MORRA!

Vamos deixar algumas coisas bem claras: não quero special offers, free products and samples, minhas estrias vão bem, obrigada, não vou usar cartuchos de impressora reciclados, caguei pro astral da Lua em Áries, não preciso de um diploma online, não quero ganhar dinheiro sem sair de casa, pago pelo ar sim, e isso é problema meu, gosto do meu pênis do tamanho que ele é, não ligo pra mulheres apedrejadas e gatos engarrafados, não quero saber sobre praia e celulite, não quero ser meu próprio chefe (imagina!), caguei pra sua última promoção e se você quer saber qual é a minha opinião, só lamento, porque eu não quero dar. Ah sim, e antes que eu me esqueça: lamba minhas bolas.

(desabafo copiado da Paula Foschia, depois de perder meia hora de conexão discada para receber dois spams de 300k. Ninguém merece...)

escrito por Fabio Fernandes | 2/10/2003 03:06:00 da tarde
 

E eu não tinha até hoje linkado o Ranzinza e o Amarula com Sucrilhos por aqui. Pronto, tá corrigido o deslize.

escrito por Fabio Fernandes | 2/10/2003 11:02:00 da manhã


domingo, fevereiro 09, 2003  

Maringá, Maringá... Pois não é que o Polis agora também é lido no interior do Paraná? A simpática Carol, do blog Para Te Comer Melhor, baseado em Maringá, fez uma visita calorosa aos comentários deste humilde blog. Nas palavras da moça:

Fábio,
Isso deve ser um saco, ficar recebendo msg de quem vc nem conhece. Mas estava aqui a toa nesse domingo... acabei descobrindo seus blogs por acaso (o polis e o cinephila) e gostei muito mesmo!
Endoidei quando vi o post sobre Monteiro Lobato. Assim como sua senhoura, também sou uma filha de Lobato, mas com essa correria toda, tinha esquecido de quanto gostava das aventuras do sítio e de como essa galerinha toda me fazia companhia... Meu caro, valeu pela lembrança. Está na hora de fazer uma sessão releitura. Vou começar pelo Minotauro, que é meu preferido!


Obrigado, Carol! É bom encontrar mais Filhos de Lobato por aí. Seja bem-vinda e volte sempre!

Agora só falta eu achar a minha turma, os Filhos da Poca...

escrito por Fabio Fernandes | 2/09/2003 09:17:00 da tarde
 

Meus outros blogs! Ah, hoje atualizei o Pequeno Dicionário e o Cinephilia. Pretendo atualizar o Cinephilia diariamente, por isso nem sempre vou avisar aqui. Mas já instalei o sistemas de assinaturas do Bloglet lá também. Se quiserem receber avisos de atualização, é só preencherem a caixa do Bloglet com o seu e-mail e clicar no botão Assine aqui. Não requer prática tampouco habilidade, como diziam os camelôs de outrora.

escrito por Fabio Fernandes | 2/09/2003 07:14:00 da tarde
 

JESUS ME CHICOTEOU! Pois é, tudo tem uma primeira vez na vida, e a gente não esquece. Não vou me esquecer da minha primeira festa de blogueiros. Mesmo apesar do temporal que chicoteou Sampa sem dó nem piedade ontem à noite, a festa do Marcorélio foi um sucesso. Quando eu e Aurora saímos (por volta de 1:30 da manhã - vocês sabem, velho tem que dormir cedo), a festa ainda estava no auge: não contei, mas sou capaz de apostar que havia umas duzentas pessoas. Demos um forte abraço no Marcorélio, reencontramos a Paula Foschia e tivemos o grande prazer de conhecer algumas das maiores personalidades da blogsfera brasileira, como a simpaticíssima Rossana, o James, que de ranzinza não tem absolutamente nada, a Daniela e a Alessandra. A quantidade de blogs nos quais eu nunca havia ouvido falar nem de passagem é impressionante: tudo bem, eu sei que já existem alguns milhares de blogs no Brasil, mas tomar conhecimento disso na prática é outra coisa.
Desta feita pouparei os leitores de descrever adequadamente as minhas "contorções cyberpunks" (copyright Eduardo Torres, amigo não-blogueiro) na pista de dança ao som de Smiths e The Cure. Afinal, podia ser pior: podia ser Gloria Gaynor, que também tocou e eu dancei, evidentemente, mas sempre acompanhado de minha senhôura, para não passar recibo de Freddie Mercury, ainda mais porque estou ostentando atualmente um bigode... Bigode de macho, claro. E deixa eu parar que senão me atrapalho ainda mais.

escrito por Fabio Fernandes | 2/09/2003 11:32:00 da manhã


sábado, fevereiro 08, 2003  

Mas nem tudo é notícia ruim. Hoje tem festa na casa de Noca, digo, na casa de Marcorélio. Eu (devidamente acompanhado por minha senhôura) e a Paula Foschia estaremos lá. E vocês?

escrito por Fabio Fernandes | 2/08/2003 11:42:00 da manhã
 

Quando é, é, quando não é, não é. Pelo menos uma pessoa ficou estressada com um post abaixo citando o ótimo texto do Alcino Leite Neto na Folha. Preferi não continuar a polêmica porque acho realmente que tem muita gente exagerando e torcendo para que o governo Lula naufrague, assim como o ("os", melhor dizendo) de seu aristocrático antecessor - que, insisto, só foi criticado duramente quando o final já se aproximava.

No entanto, não sou radical, nem injusto. Todo governo comete erros e eu teria de ser muito irresponsável para supor que o governo Lula (em quem votei e que apoio) não cometa erros. Mas a notícia de hoje na revista Época me deixou chateado. Se o que está lá é verdade, Lula vai precisar rever com cautela sua escolha de ministros.

escrito por Fabio Fernandes | 2/08/2003 11:39:00 da manhã


sexta-feira, fevereiro 07, 2003  

CINEPHILIA!!
Pois é, eu não tomo jeito mesmo... Mal criei o Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa, olha eu aí caindo em tentação novamente. Incentivado por minha diletíssima senhôura, depois de muita meditação resolvi criar o Cinephilia, um blog basicamente sobre filmes - com direito a uns ocasionais pitacos sobre histórias em quadrinhos, música, o diabo a quatro. Dêem um pulo lá e ajudem a manter o meu vício!

escrito por Fabio Fernandes | 2/07/2003 08:23:00 da tarde
 

Fevereiro, um mês lento. Pelo menos em se tratando de leituras. Para compensar os onze livros detonados no mês passado, estou indo bem devagar agora. Abaixo, os livros que estou lendo (simultaneamente, porque todo maluco por livros que se preza sempre lê dois ou três ao mesmo tempo):

The Other Log of Phileas Fogg, de Philip José Farmer - Este livro foi publicado na década de 1970 pela quase finada editora carioca Francisco Alves, com o título errado de O Diário de Phileas Fogg. Quem leu A Volta ao Mundo em Oitenta Dias sabe que a história meio que se baseia no diário de viagem do fleumático inglês que fez a louca aposta de dar a volta ao mundo em pouco menos de noventa dias no final do século dezenove, quando as ferrovias eram lentas e o avião ainda não existia. O título original é justamente uma genial tiração de sarro com o personagem imortal de Júlio Verne. Farmer, um dos maiores escritores norte-americanos de ficção científica, é também um fã confesso das antigas pulp magazines e de personagens clássicos de ação e aventura, como Doc Savage, Sherlock Holmes e Tarzan, entre outros. Numa homenagem bacana e muito bem bolada a esses heróis que povoaram o imaginário de nossos avós e pais (e, em uma certa medida, o nosso também) Farmer criou o Wold Newton Universe: uma realidade alternativa na qual todos esses heróis coexistem e são relacionados, seja por parentesco direto, seja por algum traço genético comum a todos - o que explicaria os poderes sobrehumanos da maioria deles. Em The Other Log of Phileas Fogg, Farmer conta o que se convencionou chamar de história secreta, ou seja: os bastidores de uma ação que é bastante conhecida do público em geral. Neste livro, ele explica que a história da aposta, conforme narrada por Verne, não passou na verdade de uma cortina de fumaça que ocultava uma guerra entre duas raças alienígenas, os seres de Capella e os de Eridani. Phileas Fogg estaria do lado dos eridanianos, pois seu padrasto pertencia a essa raça. Mas, mesmo que isso não tivesse acontecido, Fogg teria outras razões para se envolver nessa guerra, pois na verdade ele é filho de um certo lorde inglês de sobrenome Greystoke (Tar-Zan, para os íntimos) que também tem ligações com os eridianianos. A história ainda envolve confrontos monumentais com um tal de Capitão Nemo e o resto eu ainda não sei porque não terminei de ler o danado do livro, mas que a coisa está pegando fogo, isso está. Estou lendo este livro para dar um descanso à minha cabeça, porque é pulp fiction pura: só vai agradar aos nerds de plantão - mas como este que vos digita pertence à categoria e não nega...

Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, ora - Ok, podem rir e zoar da minha cara, mas, putz, como Monteiro Lobato é legal!!! Preciso fazer uma confissão aqui: só li um livro de Lobato na vida, A Chave do Tamanho, aos dez anos. Depois, nunca mais. Ao contrário da minha mulher, que, nas palavras de José Roberto Whitaker Penteado, é uma Filha de Lobato, eu cresci alimentado por outras leituras - como o hoje esquecido Taquara-Poca, de Francisco Marins (tem algum Filho da Poca aí?), mas sempre tive um grande desejo de ler Lobato. Quando ainda namorávamos, Aurora me deu de presente o ótimo Cidades Mortas, mas me faltava ler os livros do Sítio do Picapau Amarelo. No fim de dezembro, ela pegou na casa da mãe a coleção INTEIRA das obras infantis de Lobato. E cá estou eu a me deliciar com as reinações de Lúcia, a menina do nariz arrebitado, e, claro, a Emília (que, na versão desenhada pelo mais conhecido ilustrador lobatiano, Manuel Victor Filho, na década de 1950, é a cara da minha sobrinha Juliana quando mais nova). Que gonzo o quê: legal é ler Monteiro Lobato!!

escrito por Fabio Fernandes | 2/07/2003 06:07:00 da tarde
 

And now, for something completely different...

escrito por Fabio Fernandes | 2/07/2003 12:37:00 da tarde
 

Ainda sobre teatro: pouca gente sabe, e eu não tenho o dom do marketing pessoal, por isso acho que nunca comentei neste blog, mas eu sou autor de teatro. Acho a palavra dramaturgo um tanto forçada, por isso não gosto de usá-la - mas que escrevo pro palco, escrevo. Comecei com uma peça em esquetes chamada (quem diria) Polêmicas, que ganhou o primeiro lugar nacional num concurso de dramaturgia promovido pela Universidade Federal de Alagoas em 1986. Depois fui fazer faculdade de Jornalismo e deixei de lado o palco, mas não tem jeito, a gente não tem cura: voltei na década de 1990. Acabei transformando um dos esquetes de Polêmicas em uma peça inteira, que tinha o título de Pera, Uva, Maçã, mas que acabou mudando depois. O diretor sugeriu um título novo, com base numa história comentada dentro da peça. Ela então passou a se chamar Vestidos Brancos, e foi encenada em agosto de 1998 no Espaço III do Teatro Villa-Lobos, no Rio. O diretor era o Luiz Armando Queiroz, gente finíssima que me ensinou muito sobre carpintaria do texto teatral. Pena que ele se foi no ano seguinte (exatamente no dia do meu aniversário, 16 de maio), e não deu para levarmos a peça a outros lugares, que era o que ele queria fazer.

O tempo passou, mas desta vez o sonho não acabou. Escrevi um monólogo cômico (Com Açucar, Sem Afeto) que eu próprio encenei em um bar carioca em 1999 numa curta temporada. Depois, mais um texto, Ao Fim do Longo Inverno, que ainda não foi encenado, mas está em pré-produção (leia-se: aguardando patrocínio) como peça e acabou virando roteiro de cinema pelas mãos do Anselmo Vasconcelos e do Emiliano Ribeiro.

Estou há um ano sem escrever nada para os palcos. Retomei há duas semanas uma peça que prometi a um ator de São Paulo mas não entreguei. E, vasculhando o PC antigo que ficou na casa dos meus pais (se alguém quiser comprar, estou vendendo a preço de banana), não é que me deparo com nada menos que QUATRO peças pela metade??? Eu havia apagado isso completamente da memória: em 1999, enquanto eu fazia o monólogo, tive algumas idéias meio loucas para peças e fui escrevendo. Relendo os arquivos, percebo que, das quatro, uma delas (uma comédia de época) está quase finalizada, outra está quase pela metade e as duas últimas não têm mais do que algumas páginas, mas os personagens estão todos definidos.

Foi uma boa descoberta, justo no ano em que decidi escrever menos artigos para sites e mais ficção. 2003 vai ser um ano muito produtivo para mim em termos de dramaturgia.

escrito por Fabio Fernandes | 2/07/2003 12:35:00 da tarde
 

Da Série: Blogs Bacanas. Fazia tempo que eu não visitava o Artimanhas, da Ruth Mezeck. A gente trocava muitas figurinhas na época do Lanceiro Livre, mas depois que criei o Pólis acabamos perdendo contato. Para vocês verem como esse negócio de blogs é um bichinho que vicia mesmo, pouco tempo depois a Ruth criou o excelente Teatro Etc. & Tal, segundo ela inspirada pelo meu Lanceiro Livros. Só que, ao contrário do meu blog, voltado só para literatura, que acabou não vingando, o dela vai muito bem obrigado:nele - que, é bom frisar, é o primeiro weblog brasileiro dedicado às artes cênicas (e isso não é pouca coisa), você fica sabendo do que anda rolando nos palcos do Rio de Janeiro e nos festivais de outros teatros. Para pessoas que curtem teatro ou que escrevem para ele, como eu e a Paulinha, é fundamental.

escrito por Fabio Fernandes | 2/07/2003 12:12:00 da tarde


quinta-feira, fevereiro 06, 2003  

Criatividade é preciso. Falando em textos sobre reciclagem e congêneres, uma boa pedida é um ensaio do escritor de ficção científica norte-americano Alan Dean Foster. Autor da novelização de Alien, entre outros livros originais (Nor Crystal Tears é um dos livros de aventura espacial mais interessantes que já li, sobre o primeiro contato com uma espécie alienígena), Foster esteve no Rio de Janeiro há dois anos para uma palestra. Eu e alguns amigos tivemos a honra e o prazer de jantar e bater altos papos com esse cara, um tanto sério mas muito simpático e gente-boa. Em Respecting the Genre: Creativity in Science Fiction, Foster faz observações interessantes sobre o futuro da ficção científica na literatura e no cinema. Ideal para quem escreve (seja que gênero for), bom para quem lê. Recomendo.

escrito por Fabio Fernandes | 2/06/2003 08:59:00 da manhã
 

Reciclar é Preciso. Este é o título da minha nova coluna de Conteúdo no Webinsider. Começo o ano fazendo uma resenha de um dos livros da minha lista de janeiro (scroll down, please): 400 Erros que os Executivos Cometem ao Falar e Redigir, de Laurinda Grion (Edicta). Esqueçam o título: o livro é um tira-dúvidas e tanto, muito bom para quem quer escrever melhor, independentemente da profissão.

escrito por Fabio Fernandes | 2/06/2003 08:42:00 da manhã


quarta-feira, fevereiro 05, 2003  

Voltamos à nossa programação normal.

escrito por Fabio Fernandes | 2/05/2003 11:03:00 da tarde
 

Um texto que eu gostaria de ter escrito:
Uma vez que já foi iniciada a modernização da esquerda brasileira, com a chegada de um Lula pragmático e pró-capitalista ao poder, é possível, senão desejável, que a direita também inicie seu processo de reestruturação no país.
Quem diz isso é o Alcino Leite Neto, editor da revista Trópico e correspondente da Folha de São Paulo em Paris. O resto do artigo, que tem o título de A direita troglodita brasileira precisa se revolucionar, pode ser lido aqui. Fundamental para uns e outros (muitos blogueiros também, diga-se de passagem) que posam de revolucionários ou antifundamentalistas mas infelizmente não passam de criptofascistas - ou seja, radicais de direita enrustidos.

Exagero? Pode ser. Mas está me cansando este papo de Viram? Eu não falei que o Fome Zero ia dar errado?, entre outras críticas de grosso calibre.

Todo mundo tem o direito de criticar, é claro. Mas daí a tratar o governo Lula, que acabou de assumir, como se já tivesse quatro anos de estrada e feito muita coisa errada, vai uma grande distância. Não vi ninguém falar assim do Fernando Henrique no começo do governo dele (no começo dos dois governos dele, aliás). Porra, vocês querem que o país melhore ou que tudo continue na mesma , só para poderem dizer, do alto do monte de merda que é a vida de vocês, como vocês são inteligentes porque já tinham previsto isso? Agora, fazer a parte de vocês que é bom, nada, né? Assim é fácil.

escrito por Fabio Fernandes | 2/05/2003 11:02:00 da tarde
 

Ah, e ontem fiz mais uma atualização no Pequeno Dicionário.

escrito por Fabio Fernandes | 2/05/2003 10:59:00 da manhã
 

A Lista, Parte Um e Meio. Portanto, a lista agora fica assim:

1. Um Despertar Gradual – Stephen Levine
2. Bridget Jones: No Limite da Razão – Helen Fielding
3. Máximas e Mínimas do Barão de Itararé – ed. Afonso Félix de Sousa
4. O Século Eletrônico – Alfred D. Chandler Jr.
5. Clones Humanos (releitura)
6. Burning Chrome – William Gibson
7. 13 Histórias de Vampiros – Ed. Flávio Moreira da Costa
8. 400 Erros que os Executivos Cometem ao Falar e Redigir – Laurinda Girón
9. Tomorrow Now – Bruce Sterling
10. O Anjo Exterminador – Bráulio Tavares
11. Museo - Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares

E estamos conversados. ;-)

Aguardem, que já comecei as leituras de fevereiro.

escrito por Fabio Fernandes | 2/05/2003 10:58:00 da manhã
 

Apertem as estantes, o livro sumiu!! Estava relendo a lista dos livros lidos em janeiro e só ontem me dei conta de que esqueci de colocar um livro muito importante nela. Trata-se de Museo, um livro póstumo de Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares, com textos inéditos. O livro foi publicado no finalzinho de 2003 pela editora argentina Emecé, responsável pela publicação da obra de Borges, e é um prato cheio para quem gosta da obra desses dois mestres da literatura. Borges e Bioy escreveram muitos textos em parceria, entre os quais o ótimo livro policial Seis Problemas para Don Isidro Parodi, publicado aqui no Brasil há poucos anos pela Editora Dantes. Don Isidro Parodi é um homem respeitado, mas que por um infortúnio encontra-se preso. Mesmo assim, como tem uma inteligência e uma perspicácia espetaculares, as pessoas correm para a sua cela pedindo que as ajude a solucionar mistérios e crimes.
Museo, por outro lado, contém textos menores mas igualmente curiosos, como um folheto de propaganda sobre as qualidades da coalhada (!), escrito para a empresa de um parente de Bioy (mas que contém muito mais informações - e até um pouquinho de ficção - do que os folhetos publicitários de hoje), o resumo de um conto policial que jamais foi escrito (El Doctor Praetorius), fragmentos de textos, traduções de autores clássicos e talvez o mais importante para quem tem curiosidade em desvendar processos literários: dois depoimentos dos autores. No prefácio, Bioy fala de Borges. No posfácio, um depoimento de Borges sobre Bioy. Neles, ficamos sabendo como os dois trabalhavam em conjunto, e percebemos a grande amizade que os unia. Foi um livro cuja leitura me deu grande prazer. Espero que, se algum de vocês quiser se arriscar a ler no original (não é difícil, garanto), tenha tanto prazer e divertimento quanto eu tive. Vale a pena.

escrito por Fabio Fernandes | 2/05/2003 10:53:00 da manhã


terça-feira, fevereiro 04, 2003  

Nós, em breve, em uma banca de jornais perto de você. Quem lê este blog já deve ter visto um post recente em que agradeço à escritora e colega blogueira Elvira Vigna pelo belíssimo comentário que fez a respeito de um conto do meu blog Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa.

Pois hoje, ao visitar o blog dela hoje, descubro que ela escreveu um artigo sobre literatura na Internet, citando este blog que vocês ora lêem como um dos exemplos (e chamando o Pólis de blog inteligentíssimo!!). Detalhe: a revista em questão se chama Next, versão brasileira da renomada revista italiana dirigida por Domenico de Masi, e seu primeiro número sairá nas bancas em março. Ganhamos todos nós: a revista, que tem a Elvira como articulista, a Elvira, que divulga mais o seu trabalho, e eu e os outros colegas citados, por termos sido citados com tanto carinho e generosidade. Mais uma vez, muito obrigado, Elvira!

escrito por Fabio Fernandes | 2/04/2003 03:19:00 da tarde
 

Aumenta que Isso Aí é Rock'n'Roll! O Ricardo Schott, editor do excelente Discoteca Básica, manda avisar: acaba de criar o blog autobiográfico Rock The Cool Airholah! (leia rápido e em voz alta). Neste blog ele continuará falando de música, mas sempre por um viés pessoal. Recomendo e linko!

escrito por Fabio Fernandes | 2/04/2003 11:27:00 da manhã


segunda-feira, fevereiro 03, 2003  

Matéria nova na Trópico. No dia 30 de novembro do ano passado, estive na Pinacoteca do Estado para cobrir o quinto encontro da série Trópico na Pinacoteca. O tema do encontro foi arte online, e contou com a mídia-artista e professora Giselle Beiguelman, o curador e crítico de arte Ivo Mesquita e a antropóloga Esther Hamburger como mediadora. O resumo do debate foi publicado hoje, e se você for assinante do UOL pode conferir aqui.

escrito por Fabio Fernandes | 2/03/2003 05:40:00 da tarde


domingo, fevereiro 02, 2003  

A Lista, Parte Um. Ainda sobre livros e leitores: o Persegonha foi o primeiro a publicar listas de livros lidos em blogs, mas para mim este é um hábito bem antigo. Comecei em 1984, anotando num caderninho. Naquela época, claro, eu lia muito menos -não passava de 25 a 30 livros por ano. Durante a década de 1990, acabei não fazendo lista alguma (não lembro por quê), mas retomei a tradição em 2000. O caderninho da década de 1980 ainda existe, mas ficou no Rio de Janeiro. Assim que eu resgatá-lo, vou publicar as listas aqui. Enquanto isso, fiquem com a primeira lista de livros lidos este ano, no mês de Janeiro:

1. Um Despertar Gradual – Stephen Levine
2. Bridget Jones: No Limite da Razão – Helen Fielding
3. Máximas e Mínimas do Barão de Itararé – ed. Afonso Félix de Sousa
4. O Século Eletrônico – Alfred D. Chandler Jr.
5. Clones Humanos (releitura)
6. Burning Chrome – William Gibson
7. 13 Histórias de Vampiros – Ed. Flávio Moreira da Costa
8. 400 Erros que os Executivos Cometem ao Falar e Redigir – Laurinda Girón
9. Tomorrow Now – Bruce Sterling
10. O Anjo Exterminador – Bráulio Tavares

Na verdade, existem mais quatro livros que não coloquei na lista por se tratarem de livros de administração relacionados ao meu trabalho de tradutor. Mas vocês hão de convir que é um bom começo...

escrito por Fabio Fernandes | 2/02/2003 12:43:00 da tarde
 

Minhas Experiências com Leitura Dinâmica. Outro dia o meu honorável colega leitor Adaílton Persegonha postou no Leite de Pato: vai começar a fazer um curso de leitura dinâmica.

Nas palavras dele:
Para os que se admiram que eu leio rápido, uma novidade: agora é que o bicho vai pegar!!! Estou fazendo um curso de leitura dinâmica, onde, a princípio, poderei ler 240 palavras por minuto... Estou empolgado. Será que finalmente vou conseguir ler um livro por dia como o Fábio?

Tirando a parte de um livro por dia (que não é verdade, pelo menos nem sempre - a média neste começo de ano está sendo de um livro a cada três dias), acho legal a iniciativa do Persegonha. Mas preciso confessar uma coisa, tanto a ele quanto a um leitor que me mandou um e-mail na semana passada me perguntando a mesma coisa: não faço leitura dinâmica. A única experiência que eu tive com ela me bastou.

Lá se vão uns vinte anos. Eu havia sido convidado para um fim de semana em Maricá, na Região dos Lagos (Estado do Rio de Janeiro, para situar os leitores de outros estados). Minha colega de curso Martins, Adriana, chamou a mim e outros colegas, e evidentemente nem pensei em levar livro algum. Afinal, eu ia passar um fim de semana na praia com um bando de gente, dificilmente teria tempo ou disposição para ler.

Naturalmente, eu estava errado.

Nenhum dos convidados apareceu na casa de praia da mãe da Adriana. Éramos apenas eu, ela, a irmã menor dela e a mãe. Podia ser legal do mesmo jeito, mas não foi. A mãe dela era uma boa pessoa, mas muito chata. Idem para a irmãzinha, o clichê da menina mimada.

Resultado? Dois dias de alguma praia, alguns papos não tão interessantes e muito tempo sem fazer nada (Quando você tem 16 anos e não é o dono do único carro disponível, fica difícil fazer algum programa do tipo bar-ou-boate, por exemplo).

Foi aí que eu descobri, perdidos num canto da casa, DOIS livros deixados lá há um bom tempo pela mãe da Adriana. Tim, de Colleen McCullough, e Amar, Verbo Intransitivo, de Mário de Andrade.

Não conversei: peguei os livros e me sentei na rede da varanda. Li cada um em uma noite (cerca de três horas por volume). O segredo? Eu nunca fiz nenhum curso de leitura dinâmica, mas uma outra colega de curso sim, e me deu uma dica: leia em diagonal, do canto superior esquerdo ao canto inferior direito. A visão periférica capta o resto da página e o cérebro processa, mesmo que na hora você não se dê conta.

Querem saber? Dá certo. A merda é que até hoje sou capaz de me lembrar de quase todo o Tim, mas praticamente nada do livro do Mário. (Cá entre nós, são dois livros muito chatos, mas pelo menos o livro da Colleen McCullough – autora de Pássaros Feridos, alguém lembra? – tinha cenas de sexo.)

Mas eu consigo ler um livro bem rapidamente sem precisar dessa técnica. Não me perguntem por quê: leio desde muito pequeno. Comecei a ler aos dois anos e meio de idade, o que surpreendeu meus pais e o resto da família. Desde então meus pais me incentivaram a ler, comprando revistas em quadrinhos e livros infantis. Ainda hoje, é raro eu passar um dia sem ter lido nada.

Mas se me perguntarem qual é o segredo, não sei dizer. Sei que, quando o livro é bom, leio atentamente linha a linha. E, quando a leitura não está tão interessante e não estou lendo por obrigação (ou seja, para fazer uma resenha ou matéria), não pulo nenhum trecho, mas corro os olhos mais rápidos pela página sem me deter nos detalhes. Para mim dá certo, mas cada um tem o seu jeito.

escrito por Fabio Fernandes | 2/02/2003 12:31:00 da tarde


sábado, fevereiro 01, 2003  

E tem Arquétipo novo mas não é no Pequeno Dicionário. A Eterna Luta do Bem Contra o Mal está na nova edição do ótimo site A Arte da Palavra. Obrigado ao Jorge Mendes, que leu os arquétipos e me convidou para publicar na revista, onde eu já havia publicado dois poemas.

escrito por Fabio Fernandes | 2/01/2003 09:49:00 da tarde