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segunda-feira, dezembro 30, 2002  

Livros: a Última Lista do Ano. Pois é, este ano foi muito, mas muito atribulado - e 2003 promete! Estou indo agora para o Rio de Janeiro passar o revéillon com minha família e só volto lá pelo dia 3. Não vou adiantar mais resoluções aqui (por ora), mas deixo com vocês a lista dos livros que li este ano, atualizada. Esta eu dedico pro Adaílton Persegonha e pra Paulinha Foschia, desejando para eles - e para todos vocês que deram o ar de sua graça aqui ao longo de 2002 - uma excelente festa de fim de ano e um 2003 com tudo o que vocês desejarem de melhor. Até o ano que vem!


Livros Detonados (agora definitivamente) este Ano:

1. Lado B – Sergio Augusto
2. Códigos de Família – Zélia Gattai
3. O Homem do Castelo Alto – Philip K. Dick
4. TAZ (Zona Autônoma Temporária) – Hakim Bey
5. Guerrilha Psíquica – Luther Blissett
6. O Laboratório do Escritor – Ricardo Piglia
7. Understanding Comics – Scott McCloud
8. Gorazde – Joe Sacco
9. O Livro dos Códigos – Simon Singh
10. Homens de Ciência – editado por Alessandro Greco
11. 11 de Setembro – Noam Chomsky
12. How to Build a Time Machine – Paul Davies
13. Holy Fire - Bruce Sterling
14. O Ladrão que Pintava como Mondrian – Lawrence Block
15. O Ladrão que Achava que Era Bogart – Lawrence Block
16. Sem Logo – Naomi Klein
17. Dawn – Octavia E. Butler
18. Adulthood Rites – Octavia E. Butler
19. Armas, Germes e Aço – Jared Diamond
20. Situacionista – Internacional Situacionista
21. Nas Fronteiras do Islã – Sergio Túlio Costa
22. The Time Machine – H.G.Wells
23. Gênese e Estrutura de O Capital de Karl Marx – Roman Rosdolsky
24. Tarzan – Edgar Rice Burroughs
25. The Return of Tarzan – Edgar Rice Burroughs
26. Homepage: Usabilidade – Jakob Nielsen e Marie Tahir
27. O Mundo Emocionante do Romance Policial – Medeiros e Albuquerque
28. O Silêncio da Chuva – Luiz Alfredo Garcia-Roza
29. Aranhas de Ouro – Rex Stout
30. Diálogos em Torno da República - Norberto Bobbio e Maurizio Viroli
31. Direita e Esquerda – Norberto Bobbio
32. A Travessia de Benjamin – Jay Parini
33. Sobre Ética e Imprensa – Eugenio Bucci
34. Germes – Judith Miller, Stephen Engelberg e William Broad
35. Choque de Fundamentalismos – Tariq Ali
36. Adeus às Armas – Ernest Hemingway
37. Do Outro Lado do Rio, Entre as Árvores – Ernest Hemingway
38. Q – Luther Blissett
39. Verdade ao Amanhecer – Ernest Hemingway
40. Matrizes da Linguagem e Pensamento – Lucia Santaella
41. As Incríveis Aventuras de Kavalier e Clay – Michael Chabon
42. Edouard Manet – Viagem ao Rio
43. O Azul do Filho Morto – Marcelo Mirisola
44. Como Ser Legal – Nick Hornby
45. Os 100 Livros que Mais Influenciaram a Humanidade – Martin Seymour-Smith
46. Bellini e a Esfinge – Tony Bellotto
47. Dune: House Harkonnen – Brian Herbert e Kevin J. Anderson
48. Cem Anos de Paixão – Cláudia Mattos
49. Visão do Jogo - Primórdios do Futebol no Brasil – José Moraes dos Santos Neto
50. As Nove Idéias + Malucas da Ciência – Robert Ehrlich
51. Contracorrente (New Left Review) – org. Emir Sader
52. As Sombras da Romãzeira – Tariq Ali
53. A Estética do Labirinto – Lucia Leão
54. Medo de Espelhos – Tariq Ali
55. O Livro de Saladino – Tariq Ali
56. O Ponto de Desequilíbrio – Malcolm Gladwell
57. A Mulher de Pedra – Tariq Ali
58. O Grau Zero da Escritura – Roland Barthes
59. Clones Humanos – Nossa Autobiografia Coletiva – Clara Pinto Correia
60. Deuses Americanos – Neil Gaiman
61. Passaporte – Fernando Bonassi
62. O Casamento Suspeitoso – Ariano Suassuna
63. O Santo e a Porca – Ariano Suassuna
64. Não Há Nada Lá – Joca Reiners Terron
65. Dune: House Harkonnen – Brian Herbert e Kevin J. Anderson
66. Utópicos, Heréticos e Malditos – Organização de Aloísio Teixeira
67. Animal Anônimo – Joca Reiners Terron
68. Dune: House Corrino – Brian Herbert e Kevin J. Anderson
69. Fátima Fez os Pés pra Mostrar na Choperia – Marcelo Mirisola
70. Globalização – Zygmunt Bauman
71. O Cheiro do Ralo – Lourenço Mutarelli
72. Minority Report - Philip. K. Dick
73. Planolândia – Edwin A. Abbott
74. Provos – Amsterdam e o nascimento da contracultura – Matteo Guarnaccia
75. Partículas de Deus – Scott Adams
76. Terra Imperial – Arthur C. Clarke
77. Meu Tio Matou um Cara – Jorge Furtado
78. Meu 7o. Dia – Valêncio Xavier
79. A Última Vampira – Whitley Strieber
80. Eles eram muitos cavalos – Luiz Ruffato
81. Stereo – Maurício Salles Vasconcelos
82. Conversas com Cortazar – Ernesto González Bermejo
83. O Fluxo Silencioso das Máquinas – Bruno Zeni
84. A Voz do Fogo – Alan Moore
85. A Cultura Digital – Rogério da Costa
86. A Regra do Jogo – Cláudio Abramo
87. A Arte de Fazer um Jornal Diário – Ricardo Noblat
88. Jornalismo em “tempo real” – Sylvia Moretzsohn
89. Permutation City – Greg Egan
90. A Ditadura Envergonhada – Elio Gaspari
91. A Ditadura Escancarada – Elio Gaspari
92. O Canto da Sereia – um Noir Baiano – Nelson Motta
93. A Maldição do Macho – Nelson de Oliveira
94. Neuromancer – William Gibson
95.O Jornalista e o Assassino – Janet Malcolm
96. Ovelhas que Voam se Perdem no Céu – Daniel Pellizzari
97. Dentes Guardados - Daniel Galera
98. Panamérica – Jose Agrippino de Paula

escrito por Fabio Fernandes | 12/30/2002 09:03:00 da tarde


sábado, dezembro 28, 2002  

Não sai do CD player. Harvest for the World, The Isley Brothers. Quem tem mais de trinta já ouviu muito a música-título deste álbum, que tocava muito na Globo FM do Rio de Janeiro. Mestres do funk dos bons tempos (aqui, quando digo funk, estou me referindo ao som mais suingado, parente próximo do rhythm & blues, de James Brown e até mesmo Earth, Wind and Fire), os sujeitos hoje continuam na ativa: em 2001 lançaram o álbum Eternal, comemorando 40 anos de carreira (sim, pessoal: não são só os Rollling Stones que têm uma carreira tão duradoura). Ronald Isley e companhia tem um tremendo site, cheio de informações para os fãs antigos e para quem quiser saber mais sobre os Isley Brothers. Check it out here.

escrito por Fabio Fernandes | 12/28/2002 11:28:00 da manhã


sexta-feira, dezembro 27, 2002  

Da série: Blogs bacanas. Há meses eu não visitava o Mosteiro Virtual: nem lembro se cheguei a citá-lo aqui ou no finado Lanceiro Livre. Não faz mal: como a própria blogueira budista diz em sua página, Hoje é o dia mais importante da sua vida. Comece tudo de novo hoje!
No mais, só mesmo dando um pulo nesse blog, que faz muito bem à alma.

escrito por Fabio Fernandes | 12/27/2002 11:35:00 da tarde
 

E agora, com licença, que eu vou ver As Duas Torres.

escrito por Fabio Fernandes | 12/27/2002 11:04:00 da manhã
 

Recado nada mal-humorado. O meu amigo Luiz Felipe Vasques tem um blog muito bacana mas de título absolutamente mentiroso: O Mal-Humorado. Digo isso porque de maus bofes o blog dele não tem nada. Como se não fosse um blog cheio de informações sobre filmes, RPGs, séries de TV e livros, o Felipe de vez em quando manda muito bem com uns toques que fazem pensar. Fiquem com este:

Querem ouvir uma? É chato e tal, mas aproveitem o fim de ano e dêem uma ligada para aquele amigo/a que você não fala tem ano. Acredite, vc não vai estar mais constrangido do que ele para tomar essa iniciativa. Pense: no que vale mais? Ficar com o sentimento de constrangimento porém recuperar um amigo ou evitar uma bobagem como essa, e manter seu amigo à distância?

escrito por Fabio Fernandes | 12/27/2002 11:01:00 da manhã


quarta-feira, dezembro 25, 2002  

Um novo blog de literatura na praça. Baseado no exemplo de muita gente boa e depois de pensar um bocado, adiantei para hoje minha primeira resolução de Ano-Novo: escrever mais ficção e veicular minha produção no ciberespaço. Quem assina o SpamZine já conhece algumas das histórias que eu vou publicar no Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa, mas vai ter muita coisa inédita também. Vocês não perdem por esperar. Dêem um pulo e depois me digam o que acharam.

escrito por Fabio Fernandes | 12/25/2002 04:39:00 da tarde
 

Amanhã, livros. Hoje, descanso. Bye!

escrito por Fabio Fernandes | 12/25/2002 11:19:00 da manhã
 

Um Ótimo Natal. Por motivos de saúde, acabei não podendo ir para o Rio, onde passaria o Natal com meus pais. Como a família da minha mulher está passando o Natal no interior de SP, resolvemos fazer nossa ceia em casa. Compramos frutas, panetone, um chester, champanhe Chandon (que ninguém é de ferro e a gente merece) e voilá: o melhor Natal da minha vida. Quem reclama dessa festa esqueceu do que ela realmente representa: um momento de alegria, confraternização e principalmente paz de espírito. Comemos cedo, por volta das 21h, e passamos o resto da noite namorando e conversando sobre como o ano que passou, apesar dos percalços, foi muito generoso para nós. Não temos a menor dúvida de que 2003, como certamente diria Gonzaguinha, poderia ser bem melhor. E será.

Feliz Natal a todos vocês que me acompanharam até aqui. Continuem ligados, porque ainda tem muito mais nos dias que virão!

escrito por Fabio Fernandes | 12/25/2002 10:58:00 da manhã


terça-feira, dezembro 24, 2002  

FELIZ NATAL!

escrito por Fabio Fernandes | 12/24/2002 04:35:00 da tarde


segunda-feira, dezembro 23, 2002  

Mano Wladimir: uma nota engraçada. Não costumo reproduzir posts de outros blogs, mas ri tanto com este aqui que resolvi me dar esta liberdade. Peguei lá no Leite de Pato, que por sua vez pegou no ZieckZack:

A primeira festa de aniversário de Mano Wladimir
Por Vladimir Cunha

Mano Wladimir está tenso. No colo da mãe, Marisa Monte, ele ainda não conseguiu entender exatamente o que está se passando. Ao seu lado, Carlinhos Brown conversa com Wally Salomão, que cita uma poesia de Caetano Veloso, que dá um brigadeiro orgânico (sem chocolate e sem leite condensado) para Zeca, que leva um pito da mãe, Paula Lavigne. Mano Wladimir está tenso. É a sua primeira festa de aniversário.

"Criança sã/De uma rã/Guardiã/Eu sou seu fã/Na manhã/Aramaçã/Cunhã". A música infantil escrita por Arnaldo Antunes especialmente para a festa é a trilha sonora da dança das cadeiras. Nada da Turma da Mônica, nada de atores desempregados vestidos de Pikachu. Aqui a coisa é diferente. MM resolveu ser mãe em grande estilo e contratou a Companhia Bufa de Artes e Performances do Absurdo para animar a festa.

Fantasiado de Ed Motta, um ator recita de trás para a frente toda a obra de Eça de Queiroz para algumas crianças. Do outro lado da sala, um grupo de clowns (sim, porque numa festa como essa é proibido ter palhaço) ensaia uma volta à posição fetal enquanto ostenta reproduções dos parangolés de Hélio Oiticica. Num canto, Carlinhos Brown dá uma entrevista para uma repórter da revista Bravo, escalada especialmente para cobrir o evento.

- E aí, Brown? Está feliz com o primeiro aninho do Mano Wladimir?
- É uma coisa da modernidade nagô, no que tange a referência espaço/tempo do ciclo da história humana. O cósmico supremo da
realização superlativa, a poética da bioenergia enquanto motor da sublimação ótica. É onde o eu e o tu fundem-se na epiderme inconsciente.
- E o que você deu de presente para ele?
- Pensei na questão do pacifismo, na guerra como catalisador das emoções humanas ao mesmo tempo em que atrai e repudia o ser. A máquina ceifadora que gera vibrações orgônicas, que tangencia e descontinua a unidade solar dos povos.
- Como assim?
- Eu dei um boneco dos Comandos em Ação...

Enquanto as crianças não podem comer o bolo de cenoura, aniz e mel de cana; que traz estampado uma reprodução de O Abaporu, de Tarsila do Amaral, em sua cobertura ¿ Marisa Monte serve a elas copos de suco de gengibre e balas de cravo da Índia. Até que Paula Lavigne tem a idéia de chamá-las para um karaokê.

Quem começa a brincadeira é Benedito Tutankamon Pedro Baby, cinco anos e filho de um dos roadies de Arnaldo Antunes, que canta O Avarandado do Amanhecer, de Caetano Veloso. Em seguida é a vez de Zabelê Tucumã Nhenhé Çairã, três anos e filha da empresária de Carlinhos Brown, que canta Ana de Amsterdã, de Chico Buarque. Ao saber que a próxima criança a cantar é a impronunciável Zadhe Akham Mahalubé Sinosukarnopatrionitnafilewathua, filha da copeira de Marisa Monte, Paula Lavigne acha melhor suspender o karaokê.

É hora do Parabéns a Você. Os convidados reúnem-se em torno da mesa.
E então, Marisa Monte anuncia uma surpresa: quem irá cantar o Parabéns é Carlinhos Brown.

Brown, que andava meio sumido depois de sua entrevista para a Bravo, aparece vestido com um cocar feito de canudinhos de plástico, uma camisa de jornal e uma tanga de folhas de bananeira. Atrás dele, 315 percussionistas da Timbalada, um videomaker e quatro poetas marginais. Brown pega um garrafão de água mineral e começa a cantar sua versão para Parabéns a Você:

- Vim para cantar/A tropicália alegria de um povo/Azul, badauê, zumbi/Ela não me quer/Mas sou um tacle regueiro/Viva o divino samba de João/Monarco na rua/Meu bloco chegou.

Arnaldo Antunes se empolga e começa a recitar poesias descontroladamente, Marisa Monte gorgeia e improvisa algumas melodias, a Timbalada toca um samba-reggae, Paula Lavigne cai na farra e Caetano acha tudo "lindo". O videomaker filma tudo e Wally Salomão escreve o release. Os poetas marginais aproveitam a confusão para roubar uns docinhos.

Um executivo de uma grande gravadora, que entrou de penetra, contrata todos os presentes e promete CD, DVD, livro, críticas favoráveis no New York Times, participação de David Byrne e especial de televisão. Para comemorar, Arnaldo Antunes põe um disco de Lupicínio Rodrigues. O ator vestido de Ed Motta cospe fogo. Marisa Monte lê Mário Quintana em voz alta.
Mano Wladimir chora. É a sua primeira festa de aniversário.

escrito por Fabio Fernandes | 12/23/2002 10:48:00 da manhã
 

Joe Strummer: uma nota triste. Na ida para Salvador, em que encarei 27 horas de ônibus devido ao meu proverbial medo de avião (que felizmente consegui superar na volta), um dos CDs que levei para ouvir foi The Best of The Clash. Não me perguntem por quê: subitamente me bateu uma vontade incontrolável de ouvir a banda punk mais legal de todos os tempos (não confundam as coisas, fãs dos Sex Pistols: eu não disse a melhor, embora na minha humilde opinião seja). Fiquei curtindo o interior da Bahia ao som de Rock the Casbah, The Magnificent Seven, Should I Stay or Should I Go e outras músicas que eu curti na época em que foram lançadas (sim, senhores, eu sou velho). Aí hoje me deparo com a notícia: o líder da banda, Joe Strummer, morreu ontem em sua casa na Inglaterra. Ainda não se sabe a causa da morte (parece que foi coração, mas isso ainda não foi confirmado, mas foi sacanagem: o cara tinha 50 anos e estava com tudo pronto para uma série de shows, inclusive um show com Bono e Dave Stewart e talvez um revival do Clash. Junto com John Entwhistle, do The Who, o rock fica mais pobre em 2002. Um minuto de sonzeira para eles.

escrito por Fabio Fernandes | 12/23/2002 10:41:00 da manhã


sábado, dezembro 21, 2002  

Blogueiro bom não recusa cybercafé. Fom bom mas acabou. Estou no Aeroporto Internacional de Salvador aguardando o vôo para casa. Ao chegar, carinhos e beijinhos sem ter fim na minha digníssima senhôura, que está de cama com uma enxaqueca dos diabos e merece meus cuidados (desejem melhoras para ela, hein?) . Portanto, novos posts só amanhã - com as últimas impressões de Salvador e - óbvio - mais livros que comprei nesta viagem que pede repeteco. Para o alto e avante!

escrito por Fabio Fernandes | 12/21/2002 08:34:00 da manhã
 

Este é um blog feliz mas cansado. :-)

escrito por Fabio Fernandes | 12/21/2002 08:31:00 da manhã


quinta-feira, dezembro 19, 2002  

Se você deseja ler confissões depressivas, lamento. Este é um blog feliz.

escrito por Fabio Fernandes | 12/19/2002 11:21:00 da manhã
 

Aviso aos navegantes: este é um blog solar.

escrito por Fabio Fernandes | 12/19/2002 11:20:00 da manhã
 

O sol há de brilhar mais uma vez. Nelson Cavaquinho que me perdoe, mas na verdade, o sol já está brilhando, e como!

escrito por Fabio Fernandes | 12/19/2002 11:20:00 da manhã
 

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas... almocei ontem no Mercado Modelo, com vista para o mar. O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito. Se bem que no cais não quebra, mas deixa pra lá. Pedi lambreta e suco de limão. Para quem não sabe, lambreta é um marisco. Muito, mas muito gostoso pra quem gosta (óbvio), mas é preciso ter estômago forte. O meu já foi mais; acabei passando mal à noite e tive de sair no meio da aula. Hoje já estou legal, mas à base de água e sucos, que eu não sou besta. Visitei a Fundação Casa de Jorge Amado (em que pese as abalizadas opiniões de Walnice Nogueira Galvão sobre o escritor baiano, eu gosto do velhinho) e mais tarde vou circular pelas ladeiras do Pelô. No rádio do cybercafé, João Bosco cantando a Bahia. O que mais eu posso querer?

escrito por Fabio Fernandes | 12/19/2002 11:13:00 da manhã


quarta-feira, dezembro 18, 2002  

Ouvindo Luciana Mello. Quando a gente ama é luz.
Saudades de você.

escrito por Fabio Fernandes | 12/18/2002 04:55:00 da tarde
 

Back in Bahia. Salvador sem sol mas com um calor de rachar; ontem, nada de Olodum, que agora é realmente só para turista gringo: TRINTA reais para entrar!! (Alô, pessoal do Guia Brasil Quatro Rodas, bola fora: voces registraram no seu guia 2003, que acabou de ser publicado, que a entrada custava DEZ reais). Não entrei. Fiquei bundeando pelos bares do Pelô; tomei uma cervejinha e experimentei um excelente caldinho de sururu - que, para quem não conhece, tem um gosto parecido como caldo de siri. Hoje, trabalhando (sim, eu sou Caxias até a morte!) num cybercafé movido a café e suco de jenipapo, que não é muito doce, mas meio travoso, como se diz por aqui. Vivendo e aprendendo. Já estou até escolado em andar de ônibus por Salvador (porque , se for confiar nos taxistas, tão ladroes quanto os do Rio, estou roubado - literalmente!!)

escrito por Fabio Fernandes | 12/18/2002 01:02:00 da tarde


terça-feira, dezembro 17, 2002  

Obrigado! Um agradecimento especial aos amigos que me desejaram melhoras pela crise renal, que felizmente passou por completo - tanto é que estou na Bahia de Todos os Santos agora (eu ia esquecendo: e teclando de um cybercafé no Pelourinho, vejam vocês a sofisticação afro-tecno-cyber do nosso planeta! Evoé, Pierre Lévy!). Obrigado, Jorge Rocha, Alexandre Inagaki e Ricky Goodwin, entre outros! Ah, Ricky, não precisei entrar na faca, velho: a danada da pedrinha dissolveu em menos de 48 horas, graças a Deus...

escrito por Fabio Fernandes | 12/17/2002 04:43:00 da tarde
 

Enfim Bahia! Depois de vinte e sete horas de viagem by bus cujos atropelos dariam um post da minha amiga Paulinha Foschia, cheguei em Salvador. Na verdade cheguei ontem, em cima da hora de ir para o curso de Ensino de Jornalismo organizado pela FACOM-UFBA. O primeiro dia do curso superou minhas expectativas, com uma aula muito boa ministrada pelo diretor da FACOM, Albino Rubim. Depois, um acarajé básico na esquina do hotel e cama, que eu não sou de ferro. Hoje, uma visita à filial da Berinjela de Salvador, onde reencontrei depois de anos o sócio de Daniel e Maurício, o Hernán, que transformou a filial numa livraria de respeito (e que funciona também como restaurante na hora do almoço - alô, soteropolitanos, não deixem de ir, eu recomendo!!). Comprei dois livros de jornalismo que não encontrei na sede carioca, o recomendadíssimo O Jornalista e o Assassino, de Janet Malcolm, uma obra de referência sobre ética na nossa profissão tão combalida, e o fundamental Teoria da Literatura de Massa de Muniz Sodré. Depois tive o prazer de conhecer e almoçar com o Rodolfo S. Filho, que colaborou como eu na falecida revista Play e que mantém um excelente blog, o Leituras do Dia. Aliás, o Leituras ainda não havia entrado na lista de preferidos do Pólis, e por um imperdoável esquecimento meu, porque sou leitor assíduo do blog do Rodolfo, sempre uma grande referência em quadrinhos e literatura estrangeira. Corrijo o erro agora, pois. E agora vocês vão me dar licença que eu tenho uma aula para assistir e depois ensaio do Olodum, que eu também sou filho de Oxalá. Salve, meu pai!

escrito por Fabio Fernandes | 12/17/2002 04:37:00 da tarde


sábado, dezembro 14, 2002  

BONITO, HEIN, GAROTINHA?? Pois é, povo carioca, na primeira vez em que acertamos o voto para presidente, compensamos errando no voto para governador (eu não, que não tenho nada a ver com isso - votei no Jorge Roberto Silveira, que teve três mandatos exemplares em Niterói). Dona Rosinha Garotinho nem sentou na cadeira do Palácio Guanabara e já fez três cagadas: declarou que ia desinfetar a sala por causa da ex-governadora, consentiu um aumento de nada menos que 100 por cento do próprio salário e acaba de providenciar a demissão de Aldir Blanc do jornal O Dia por ter feito críticas a ela. Chupado do Fred Leal por intermédio da Gonzo Girl Cecília Giannetti:

"Façam circular aí que Garotinho e Rosinha Minha-Canoa, os escrotos feudais do Rio, por causa de um artigo, esculhambando o racismo implícito na idéia de "desinfetar o Palácio" (ou seja, a presença da governadora Benedita da Silva, na asquerosa visão deles) pediram minha cabeça no jornal O DIA, e tive o contrato cancelado sem sequer uma demissão formal. A censura, baixa, espúria - e agora, ainda por cima "religiosa" - continua!. Abaixo esses dois cafifas dos sentimentos religiosos dos pobres!
Abraços,
Aldir"


Sua filha discorre:

"Aldir foi demitido do jornal O DIA, no dia seguinte da crônica sobre Garotinho. O contrato, desde 1995, havia sido renovado em setembro e, sem comunicação alguma, a direção do jornal mandou cancelar a publicação do texto do dia 5. Quando fui saber o que havia acontecido, informaram que o contrato havia sido rescindido."

Pois é, quem mandou votar nela? Quem paga o pato somos nós.

escrito por Fabio Fernandes | 12/14/2002 07:53:00 da tarde
 

Felizes Trópicos. Acabo de estrear como colaborador da ótima revista Trópico, com uma matéria sobre agentes inteligentes. Confiram aqui.

escrito por Fabio Fernandes | 12/14/2002 11:09:00 da manhã


sexta-feira, dezembro 13, 2002  

Play No More! E quem acabou mesmo foi a Play, mas a revista de papel, não o site, que este continua. Se de vento em popa, não sei, pois não estou trabalhando mais para eles. Mas torço para que a Conrad continue nos brindando com iniciativas tão legais e necessárias quanto a falecida (cujo número 6, aliás, ainda pode ser comprado nas bancas).

escrito por Fabio Fernandes | 12/13/2002 04:56:00 da tarde
 

Boato. Ouvi dizer que o SpamZine está prestes a acabar. Espero que não, porque é um dos poucos zines literários bons em língua portuguesa do ciberespaço. Não nos deixe na mão, Inagaki!

escrito por Fabio Fernandes | 12/13/2002 04:51:00 da tarde


quinta-feira, dezembro 12, 2002  

Também não sai da minha cabeça a idéia de que as pessoas deveriam esperar o Lula assumir a Presidência para começar a criticá-lo. O gozado é que tem muita gente (supostamente) de esquerda na linha de frente das reclamações. Como diz o Adaílton Persegonha, muita hora nessa calma, rapaziada. Mais fé e menos cinismo. O Brasil não é só o Lula, somos nós. E se nós não acreditarmos, aí é que o Brasil não anda mesmo. E será que vai ser tão legal assim vocês assumirem um ar blasé nessa hora e dizerem: tá vendo, eu disse que não ia dar certo? Talvez até seja legal esteticamente (como diz uma conhecida minha que é cineasta glauberiana), mas bom mesmo não vai ser não. Porque aí seremos realmente um país de merda. E não necessariamente por culpa do governo.

escrito por Fabio Fernandes | 12/12/2002 07:56:00 da tarde
 

Não sai da cabeça! Acabei de ler a Caros Amigos deste mês, que salvo engano foi para as bancas ontem. Ótima entrevista com Hélio Santos sobre racismo no Brasil. Vocês podem ler um trecho aqui.

escrito por Fabio Fernandes | 12/12/2002 07:50:00 da tarde
 

Não sai do Winamp! Ouvindo direto e sem escalas The Mission, Barry Gray (alguém lembra das trilhas sonoras de UFO e Joe 90, para citar apenas algumas?), Peter Murphy (ex-Bauhaus) e Emerson, Lake & Palmer. Sessão nostalgia. De vez em quando é bom.

escrito por Fabio Fernandes | 12/12/2002 07:47:00 da tarde
 

Inversão de Valores. Excelente matéria de Deonísio da Silva publicada no Observatório da Imprensa. Dica do Zé Kley, editor do fantabulástico Veja Q Porcaria. Se você ainda não assina este boletim indispensável, é só enviar um e-mail para kley@vicnet.com.br (desculpem a falta de link: esqueci como se faz para criar link de e-mail!)

escrito por Fabio Fernandes | 12/12/2002 07:45:00 da tarde
 

Merdra!! Acabei de perder um post imenso sobre livros. Porra, blogger, isso não se faz.

escrito por Fabio Fernandes | 12/12/2002 10:10:00 da manhã
 

Livros para se ler na convalescença. Pois é, meus caros amigos do esporte, acontece que na semana passada as atribulações e preocupações foram tão grandes que nem psi adiantou: comecei a sentir uma dor na altura do rim esquerdo, velha conhecida, e não deu outra: cálculo renal. Das duas primeiras vezes em que tive esse bicho, fui parar no hospital mas a pedra se fragmentou sozinha antes mesmo de uma ultrassonografia. Desta feita, o negócio foi diferente: dois dias para a pedra dissolver. Dois dias em observação no hospital, à base de Buscopan e glicose. Quando tudo acaba, fica aquela sensação de cansaço, bem parecida com a de um maratonista ao fim da corrida (não, eu nunca participei de uma maratona na vida, mas também nunca pari um filho, e os médicos me disseram que a dor de um cálculo é bem parecida com a de um parto normal, então vocês já fazem uma idéia de como é o negócio). Fiquei metade desta semana de repouso, do qual só saí ontem à noite, para um jantar com minha digníssima senhôura e nossa amiga Paula Foschia que comemorou seu niver domingo passado. Batemos altos papos sobre livros e escritores e comemos um delicioso goulash (autorizado pelo médico) na Polonesa, um incrível restaurante em Copacabana (recomendo!) Falar de livros com a Paula é sempre uma ótima pedida. Aliás, fiquem de olho na moça porque vem coisa boa por aí em termos literários. Clarah Averbuck que se cuide.

escrito por Fabio Fernandes | 12/12/2002 09:47:00 da manhã


terça-feira, dezembro 10, 2002  

Crise renal. Com direito a uma breve internação hospitalar. Já estou bem e em casa, mas ainda vou ficar de molho uns dias. Em breve eu volto à ativa, me aguardem.

escrito por Fabio Fernandes | 12/10/2002 06:39:00 da tarde


quinta-feira, dezembro 05, 2002  

Cinemas - um minuto de silêncio. chupado do Catarro Verde:
Amanhã à tarde (quinta-feira, 5 de dezembro), protesto da galera que gosta de cinema em SP. O encontro é na frente do Cine Belas Artes, contra o fechamento de suas 6 salas. A distribuidora Alvorada argumenta que não havia movimento. É que o cinema estava podre. Enquanto a Alvorada respeitou seu público, não faltou fila. Todo mundo lá.
Só não estarei lá porque estou excepcionalmente no Rio, com problemas pessoais e agora aparentemente também de saúde (meu rim avisa que tem uma pedra no meio do caminho), mas conclamo os cinéfilos de Sampa a se unirem. Fui poucas vezes ao Belas Artes, mas se você gosta de cinema e tem mais de trinta anos ainda se lembra de que um dia existiram salas de cinema fora dos shoppings, e que eram muito mais divertidas do que os Cinemarks da vida.

escrito por Fabio Fernandes | 12/05/2002 12:50:00 da manhã


terça-feira, dezembro 03, 2002  

Bahia, lá vou eu! Confirmado: daqui a duas semanas estarei em Salvador, para fazer um curso de jornalismo na FACOM. Mais detalhes em breve. Blogueiros baianos, me aguardem que eu estou chegando.

escrito por Fabio Fernandes | 12/03/2002 04:40:00 da tarde
 

Epinion: um ano hoje! Hoje almocei com a Paula Foschia, a primeira amiga que fiz no mundo dos blogs e a criadora de um dos mais divertidos, engraçados, mudernos (no melhor sentido) e legais blogs da praça, o Epinion, que completa um ano de existência hoje! Parabéns, Paulinha, e valeu pela força! :-)

escrito por Fabio Fernandes | 12/03/2002 04:37:00 da tarde


segunda-feira, dezembro 02, 2002  

As Ilusões Armadas. Este é o título da pentalogia (conjunto de cinco livros) que o jornalista Elio Gaspari promete lançar sobre o Golpe de 1964 e seus desdobramentos. Os dois primeiros foram lançados há cerca de dez dias, e eu não quis nem saber: fiquei pendurado no cartão de crédito e comprei (como era pra consumo próprio, não pedi à editora, como faço sempre que resenho um livro).
Acabo de devorar o primeiro volume, A Ditadura Envergonhada. Gaspari explica, na Introdução, que tencionava escrever um pequeno livro sobre Geisel e Golbery e o papel que ambos desempenharam na construção e na gradual demolição da ditadura militar que dominou o país por vinte e um anos. Mas (felizmente) não dava para escrever apenas um livro: a história do golpe e de suas conseqüências é muito maior que estes dois nomes, por maiores e mais famosos (e infames) que eles sejam. Por isso Gaspari acabou decidindo ampliar o corpo da obra para abranger todo o período do golpe. O primeiro volume trata dos momentos que antecederam o fatídico 1o. de abril de 1964 e vai até a decretação do Ato Institucional No. 5. O segundo, A Ditadura Escancarada, vai até o governo Médici. Preciso dizer? Leitura fundamental, claro.

escrito por Fabio Fernandes | 12/02/2002 11:40:00 da tarde
 

Entrevista com Lúcia Santaella. O Itaú Cultural publicou hoje uma entrevista que realizei com a Professora Lúcia Santaella, logo após ganhar o Prêmio Jabuti 2002 com seu excelente livro Matrizes da Linguagem e Pensamento (Editora Iluminuras). Leia aqui.

escrito por Fabio Fernandes | 12/02/2002 05:50:00 da tarde
 

Ética na Web: é bom e a gente gosta! O caso da Catho (a maior empresa de recrutamento de executivos no país, acusada na semana passada de furtar de concorrentes mais de um milhão de currículos e endereços eletrônicos) gerou um ótimo e oportuno texto do Vicente Tardin no Webinsider sobre ética digital. Leiam e discutam: continuamos precisando aprender a distinguir liberdade de sacanagem.

escrito por Fabio Fernandes | 12/02/2002 05:42:00 da tarde
 

Uma campanha a favor de Diogo Mainardi. Não acredita? Pois então leia o que o indefectível Adaílton Persegonha escreveu no Leite de Pato!

escrito por Fabio Fernandes | 12/02/2002 05:37:00 da tarde