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domingo, junho 30, 2002  

Confesso que Torci. Como muitos brasileiros, não levei a menor fé: afinal, o time havia passado raspando pelas eliminatórias. Mas escrita é um negócio que ainda precisa ser levado a sério e estudado em universidade: assim como em 58 e 70 (não lembro de 62, se alguém souber, me refresque a memória, por favor), a seleção saiu daqui desacreditada. E deu no que deu: uma campanha que começou aos trancos e barrancos, com um futebol que, se não foi bonito sempre (como a seleção de 82, por exemplo, que não levou mas deu um baile), cumpriu sua obrigação mais do que a contento. Do jogo de hoje, falar o quê? Que a seleção jogou sua melhor partida nesta Copa, é inegável. Eu, que andava meio desanimado e também não acreditava que o escrete Canarinho pudesse ganhar a Inglaterra, confesso que torci, me emocionei, vibrei. Ninguém mereceu ganhar mais do que o Brasil (perdoem a redundância atroz, mas afinal, hoje é dia de comemorar o Penta!!)


Coberturas legais da Copa no mundo blogueiro (já acabou mas vale a pena ler):

Copa do Mundo

A Copa do Mundo é Nossa

Mesa Quadrada

Eu Odeio Galvão Bueno

Blog de Casseta e Planeta

Flávia Durante

escrito por Fabio Fernandes | 6/30/2002 06:15:00 da tarde


sábado, junho 29, 2002  

Agora com comentários.

escrito por Fabio Fernandes | 6/29/2002 02:31:00 da tarde


sexta-feira, junho 28, 2002  

As pessoas não confiam na grande mídia de notícias, não porque ela seja muito opinativa, mas justamente porque ela não é opinativa o bastante. A afirmação é de Jay Small, que explica por que não acredita que weblogs possam ser a nova onda do jornalismo. Já Steve Outing continua achando que os jornais precisam correr atrás do prejuízo e aderir a essa onda. Dicas do sempre antenado António Granado.


Desde que os jornalistas tenham total liberdade para dizerem o que quiserem, utilizar blogs dentro do ambiente corporativo pode ser uma ótima idéia. Caso contrário, não faz diferença.

escrito por Fabio Fernandes | 6/28/2002 10:00:00 da manhã


quinta-feira, junho 27, 2002  

Alguém conhece um bom sistema de comentários que não seja o YACCS? Cartas para esta redação.

escrito por Fabio Fernandes | 6/27/2002 10:01:00 da tarde
 

Um chip que imita o funcionamento dos neurônios. Vocês já visitaram o site de Ray Kurzweil? Autor do ótimo The Age of Spiritual Machines, em que apresenta uma teoria já não tão maluca assim (a de que em breve os computadores excederão a inteligência humana), Kurzweil fez de seu site uma referência para quem quiser saber das últimas notícias nas áreas de biotecnologia, nanotecnologia, eletrônica molecular, inteligência artificial e robótica, entre muitos outros assuntos. A matéria sobre o chip pode ser lida aqui. Mas recomendo uma boa exploração no site inteiro, vale a pena.

escrito por Fabio Fernandes | 6/27/2002 10:00:00 da tarde
 

Legislando em Causa Própria. Os leitores do Pólis hão de desculpar o momento-marketing-pessoal, mas a felicidade é muita e eu queria compartilhá-la com vocês: fui aprovado para o Mestrado de Comunicação e Semiótica na PUC-SP. Agora o trabalho será dobrado, mas tudo bem: ao contrário do que aconteceu com o Lanceiro Livre, este modesto blog não deixará de ser atualizado.

escrito por Fabio Fernandes | 6/27/2002 09:49:00 da tarde


quarta-feira, junho 26, 2002  

Papo Cabeça. De passagem pelo Rio de Janeiro esta semana a trabalho, um agradável intervalo chopístico-político-cultural com os antenados Alexandre Carvalho e Claudio Cordovil. No cardápio, frango a passarinho e Jurgen Habermas, Fórmula Um e blogs em geral. Só faltou a Elisabete Barbosa, nossa colega portuguesa, mas um dia chegaremos lá (ou ela virá aqui).


Leituras do momento: Estou lendo O Livro de Saladino (Editora Record), de Tariq Ali, segundo volume da excelente saga sobre o Islã escrita por esse paquistanês radicado na Inglaterra e um dos editores da indispensável New Left Review. Antes, li Contracorrente, também da Record, uma coletânea de textos da New Left organizada por Emir Sader, e Medo de Espelhos, outro livro de Tariq Ali sobre as conseqüências da queda do Muro de Berlim. Aguardem matérias a respeito na próxima edição da [Mão Única?].


Falando na New Left Review, acaba de sair o número 15 da nova série da revista. Tem entrevista com João Pedro Stédile apresentando os Sem-Terra ao público de língua inglesa. Mas também vale para os brasileiros que só conhecem o MST através do prisma bastante distorcido da revista Veja.

escrito por Fabio Fernandes | 6/26/2002 12:55:00 da tarde


terça-feira, junho 25, 2002  

A Nação Paga o Pato. Este é o tíitulo da matéria de capa da revista Carta Capital desta semana. Entre outros, Delifm Netto, Luiz Gonzaga Belluzo e Luiz Carlos Mendonça de Barros explicam aos leitores como o governo FHC mais uma vez tenta desestabilizar a oposição para assegurar a continuidade de seu (des)mando no país. Na versão eletrônica, a matéria de abertura, de Adriana Wilner e Antonio Luiz M. C. Costa, e o depoimento fundamental do jurista Raymundo Faoro (confira tudo aqui).


Sobre a Blogosfera. Uma entrevista redondinha com John Hiler, editor da Microcontent News, para John S. Rhodes, editor da WebWord. Desde questões básicas, como usabilidade nos blogs e a importância dos links, até a psicologia dos weblogs. Informal comme il faut, mas importante para entender a mentalidade blogueira.


Três Critérios para webwriters cobrarem por seu conteúdo. Um artigo de Vin Crosbie, colunista da ClickZ, define da seguinte maneira as condições básicas para cobrança de conteúdo: o conteúdo que você produziu é exclusivo? Ele é a fonte primária daquele tipo de conteúdo? Seu conteúdo pode ajudar os leitores a ganhar dinheiro ou avançarem em suas carreiras? A dica é do António Granado, editor do Ponto Media.

escrito por Fabio Fernandes | 6/25/2002 08:44:00 da manhã


sexta-feira, junho 21, 2002  

E viva a ciência! Está nas bancas desde a semana passada a versão brasileira de uma das melhores revista de divulgação científica do mundo. Uma parceria da Ediouro com a Segmento-Duetto Editorial trouxe para o Brasil a Scientific American Brasil, que traz como matéria de capa o admirável mundo novo da nanotecnologia. Mais interessante ainda é a entrevista com o físico César Lattes, descobridor do méson pi em 1947 e preterido injustamente na premiação do Nobel. Lattes, assim como José Leite Lopes, falecido recentemente, é um dos maiores nomes da ciência no Brasil. Infelizmente, como sempre acontece neste país, não teve - e ainda não tem - o reconhecimento merecido.

A Sci-Am também tem um site em português, que serve como complemento a revista, com dez matéria avulsas. Destaque para A corrida ao papel eletrônico, matéria de Steve Ditlea sobre as vantagens e desvantagens dos atuais protótipos de papel digital.



Os weblogs já têm história, e ela pode ser conferida nesta URL. Cortesia da sempre atenta Carolina Vigna.

escrito por Fabio Fernandes | 6/21/2002 12:52:00 da tarde


terça-feira, junho 18, 2002  

Tem artigo novo no Webinsider. É sobre blogs e seu amadurecimento... lá fora, nos States. Dêem uma conferida aqui e me digam o que acharam depois. Feedbacks não são apenas bem-vindos, mas necessários.
Em tempo: depois de ser despejado pela Zip.net e quase desaparecer no limbo, agora o Webinsider está sendo hospedado pela Globo.com. Parabéns ao seu editor, Vicente Tardin. Você bem que merece um refresco depois de tanto sufoco, Vicente.

escrito por Fabio Fernandes | 6/18/2002 08:53:00 da manhã


sábado, junho 15, 2002  

Dicas de leitura. Em tempos de Copa do Mundo, nada melhor que leituras redondinhas, que vão direto ao ponto, sem muitas firulas mas sempre com bons passes, e que resultam num show de bola para o leitor. Nos últimos dois meses foram lançados no Brasil mais de uma dúzia de livros sobre futebol e copas. Esta semana li dois:


Cem Anos de Paixão, Cláudia Mattos (Ed. Rocco) - Este livro é de 1997, mas o lance continua válido até hoje. Dissertação de mestrado de jornalismo defendida com amor à camisa (talvez botafoguense, mas a autora não entrega a rapadura), o livro é uma história resumida dos quatro maiores times de futebol do Rio de Janeiro: Fluminense, Flamengo, Vasco e Botafogo, todos são perfilados de maneira justa e honesta nas 121 páginas deste livro. Como Cláudia lembra na epígrafe de Nelson Rodrigues, "Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola". Cláudia não vê só a bola, mas analisa o Rio entre fins do século XIX e começo do XX, traçando assim, como diz o subtítulo do livro, "uma mitologia carioca no futebol". O prefácio é de João Máximo, que toca bem a bola tanto em música quanto em futebol, e só corrobora aquilo que eu já imaginava ao pegar o livro: Cláudia bate um bolão. Vale a pena comprar.


visão do Jogo - primórdios do futebol no brasil, José Moraes dos Santos Neto (Cosac & Naify). Este livro, lançado em maio na novíssima coleção Zona do Agrião, fornece um complemento ideal ao livro de Cláudia Mattos. Primeiro, porque o historiador José Moraes, professor da PUC de Campinas, traça um histórico do futebol paulistano e demole um mito logo no comecinho do primeiro tempo: ao contrário do que sempre se convencionou, o futebol no Brasil não nasceu através do anglo-brasileiro Charles Miller, mas através dos padres jesuítas que trouxeram o futebol da Inglaterra e da Alemanha por volta de 1882 - mais de dez anos, portanto, antes que Miller formasse o primeiro time do Brasil com membros da elite inglesa, o São Paulo Athletic Club. Se você quiser saber mais - com direito à "narração" da primeira partida da Seleção Brasileira, que foi - sim, senhores - contra a Argentina em 1914, não pode deixar de ler.

escrito por Fabio Fernandes | 6/15/2002 12:46:00 da tarde
 


Aquele abraço para Ricardo Schott e Sergiones Faria - o primeiro, porque além de ter um ótimo blog, o Discoteca Básica, pediu a este lanceiro indicações de textos sorbe blogs para sua monografia de Psicologia. Sergiones dispensa explicações: se vocês ainda não conhecem o Catarro Verde, estão esperando o que para clicar aqui?

escrito por Fabio Fernandes | 6/15/2002 12:06:00 da tarde


terça-feira, junho 11, 2002  

Com a cabeça a prêmio. Fundamental ler a entrevista publicada ontem pelo portal Comunique-se: Cristina Guimarães, ex-produtora da TV Globo, foragida no exterior devido a ameaças de morte por traficantes da Rocinha, no Rio de Janeiro, abre o verbo sobre a morte de Tim Lopes. E avisa: tem mais gente na mira dos assassinos.

escrito por Fabio Fernandes | 6/11/2002 01:31:00 da tarde


segunda-feira, junho 10, 2002  

Obrigado! Hefestus, Oscar, Nigaut, Érico e Tina, pelos links e pelo feedback. Somente juntos chegaremos a algum lugar - ainda não sei qual, mas certamente valerá a pena.

escrito por Fabio Fernandes | 6/10/2002 05:51:00 da tarde
 

Agora todos sabemos onde está Tim Lopes. E a justiça, onde está?

escrito por Fabio Fernandes | 6/10/2002 05:44:00 da tarde


sábado, junho 08, 2002  

Onde está Tim Lopes? É o que quer saber o Brasil. Ontem, cerca de 200 jornalistas se reuniram na Cinelândia. Nassif Elias, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio, criticou a governadora do Rio, Benedita da Silva, por só ter se manifestado em relação ao desaparecimento do repórter cinco dias depois - três dias depois, portanto, que a notícia foi veiculada pela mídia. O secretário de segurança do estado compareceu. Vários colegas de Tim se manifestaram, entre os quais Ancelmo Góis. Os deputados Carlos Minc e Fernando Gabeira estavam presentes, e foi de Gabeira que partiu a proposta mais coerente neste momento para a imprensa: a criação um núcleo para intercâmbio de informações. Em tempos de Internet, não seria realmente interessante a criação de um, de vários núcleos, para troca de informações? Sobre Tim Lopes, sobre cidadania, sobre sociedade, sobre ética e justiça? Algo precisa ser feito, e isso nós podemos fazer.

escrito por Fabio Fernandes | 6/08/2002 09:41:00 da manhã


sexta-feira, junho 07, 2002  

Essential Blogging. Para quem não ainda não está muito por dentro do mundo dos blogs, ou simplesmente quer ler mais um texto interessante sobre eles, recomendo este livro que a O'Reilly disponibilizou gratuitamente em .pdf para o feedback dos leitores.Trata-se de um guia que explica em profundidade o que são weblogs e dá dicas de como fazer um. O download pode ser feito na página de links do Gravatá.

escrito por Fabio Fernandes | 6/07/2002 10:24:00 da manhã


quinta-feira, junho 06, 2002  

Just say no? Um contraponto interessante ao artigo de John Hiler no Microcontent News citado alguns posts abaixo é este artigo de Jonathon Delacour, intitulado Bloggers as Journalists? Just Say No. Delacour, cuja declaração de missão é fazer um blog que misture ficção, especulação ensaística e autobiografia, recusa-se a acreditar em weblogs para utilização jornalística. Em suas palavras, ao explicar por que Hiler está errado: "(...) o modelo de Hiler se resume a isto: bloggers fazem as compras, preparam os ingredientes e lavam os pratos; enquanto os jornalistas impressos é que cozinham (e comem) a refeição. Temos a oportunidade de fazer algo mágico, original e verdadeiro. E vocês querem ser jornalistas. Give me a fucking break"
Delacour parte do princípio de que todos os jornalistas são sensacionalistas e não procuram a verdade. Em se tratando da imprensa norte-americana (vide filmes como Nos Bastidores da Notícia e O Quarto Poder), ele não deixa de ter lá a sua razão. Mas isso não é desculpa para que não lutemos em nome de um jornalismo mais honesto e verdadeiro.

O que leva a uma pergunta interessante:

Por que isso não é discutido aqui no Brasil? O que falta aos nossos weblogs jornalísticos? Ou talvez a pergunta devesse ser: Será que temos algum weblog jornalístico de verdade no Brasil? Será que alguém se importa com isso?

escrito por Fabio Fernandes | 6/06/2002 10:11:00 da manhã


quarta-feira, junho 05, 2002  

Don't Believe The Hype.

escrito por Fabio Fernandes | 6/05/2002 10:07:00 da tarde
 

A necessidade do furo gera barrigas. Para quem não é do ramo, explico: barriga é uma notícia falsa, muitas vezes gerada por erros na apuração ou precipitação dos repórteres ou dos órgãos para os quais eles trabalham. Ao que parece, foi esse o caso da CBN com a notícia de que o corpo carbonizado encontrado na favela da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, era o do jornalista Tim Lopes. Segundo depoimento do detetive que cuida do caso ao Jornal Nacional esta noite, somente hoje o corpo foi liberado para o exame de DNA. Ou seja, ainda não se sabe se o corpo é mesmo o de Tim Lopes ou não.. Este Lanceiro pede desculpas pela precipitação - tanto da CBN quanto deste weblog. E vamos em frente, torcendo para que o colega esteja vivo e bem.

escrito por Fabio Fernandes | 6/05/2002 10:06:00 da tarde
 

Tim Lopes: insegurança até quando? Ontem, graças a uma denúncia da organização Repórteres Sem Fronteiras, até a Rede Globo se sentiu na obrigação de dizer alguma coisa a respeito do desaparecimento de um de seus repórteres. Lopes estava investigando a ocorrência de bailes funk comandados pelo tráfico de drogas na Vila Cruzeiro, favela do bairro carioca da Penha (perto de onde nasceu este lanceiro, que conhece razoavelmente a região) e desapareceu no domingo. Foi encontrado um corpo carbonizado, que está sendo autopsiado para identificação. Esperemos que não seja Tim Lopes, mas num país onde o estado paralelo do tráfico funciona do jeito que bem entende, infelizmente há uma boa chance de que seja o jornalista. É para pensar duas, três, quatro, muitas vezes antes de votar nas próximas eleições: queremos a continuidade desse estado de coisas?

Adendo triste. Fui informado agora há pouco pelo colega Paulo Rebêlo, co-editor do Web Insider, que a rádio CBN anunciou no final da manhã o resultado da perícia. Era mesmo Tim Lopes.

escrito por Fabio Fernandes | 6/05/2002 10:53:00 da manhã


terça-feira, junho 04, 2002  

Obrigado! A Elisabete Barbosa, Julio Daio Borges, Érico Assis, Margarida. Estejam à vontade, sintam-se em casa. Esta Pólis é de todos.

escrito por Fabio Fernandes | 6/04/2002 04:45:00 da tarde
 

No Mínimo, Muito Bom. Já está todo mundo comentando no ciberespaço, e eu não tinha como não me juntar ao coro dos contentes: o No. está de volta, desta vez com o nome de No Mínimo - mas com a equipe original e o mesmo nível de qualidade de sempre. Quem ganha com isso somos nós. No mínimo (com o perdão do trocadilho barato).

escrito por Fabio Fernandes | 6/04/2002 04:39:00 da tarde


segunda-feira, junho 03, 2002  

E por que não? Volta e meia, quando alguém tenta falar sobre blogs como boas ferramentas para jornalismo, parece haver um movimento no sentido oposto - como que para dizer que não é bem assim, que blog pode ser usado para tudo. Evidente que pode, e se não fosse assim nem teria graça.

Mas por que não pensarmos nos weblogs como eficientes ferramentas para jornalismo na web? Eficientes no sentido de confiáveis, pois confiabilidade é a palavra-chave no Jornalismo.

Temos dois exemplos excelentes do outro lado do oceano. Dois weblogs portugueses colocam em discussão o jornalismo que se faz dentro do blogverso (ou blogosfera, como proposto em um excelente artigo escrito por John Hiler para a revista digital Microcontent News.) Jornalismo e Comunicação, um blog coletivo criado por Manuel Pinto, Joaquim Fidalgo, Dora Mota, Elmano Madaíl, João Carlos Gonçalves, José Amaro, Paulo Ferreira, Victor Pinto e Elisabete Barbosa. Esse time de jornalistas (ou equipa, como dizem por lá) com posts muito interessantes e pertinentes sobre tudo o que se faz de jornalismo digital no mundo, com destaque para publicações americanas e espanholas.

O outro blog português relevante é editado por Elisabete Barbosa. Ex-jornalista (trabalhou em rádio por nove anos), trabalha atualmente como Relações Públicas em um instituto de desenvolvimento tecnológico, mas tem saudades do jornalismo, e (palavras dela) "talvez por isso criei o Jornalismo Digital". Nele, Elisabete publica posts sobre informações sobre blogs jornalísticos, artigos sobre jornalismo na Web e anúncios de cursos sobre tudo que se refira às novas mídias. Os dois weblogs são leitura fundamental para quem quer pensar o jornalismo online - independente de gostar ou não de blogs.

Aos poucos, vamos descobrindo que o mundo dos weblogs jornalísticos não se restringe de maneira nenhuma ao Brasil. Que bom.

escrito por Fabio Fernandes | 6/03/2002 08:37:00 da manhã


domingo, junho 02, 2002  

Atendendo a pedidos, volto a falar de livros, agora neste weblog. Abaixo, a relação das minhas últimas leituras, tanto para lazer quanto em função do trabalho:


Q - Luther Blissett (Conrad Editora) - Interessantíssimo livro escrito (uns dizem que por um só escritor, outros que por um grupo de quatro) sob o pseudônimo que sacudiu a mesmice da mídia italiana há alguns anos. O Luther Blissett Project foi um coletivo formado por artistas, pensadores e terroristas culturais de todos os tipos na Itália dá década de 1990. Dele a Conrad também publicou Guerrilha Psíquica. Prometi ao Alexandre Linares uma matéria a respeito no falecido Lanceiro, mas vou compensar sobejamente no Web Insider.


Verdade ao Amanhecer - Ernest Hemingway (Bertrand Brasil) - O último livro de Hemingway, descoberto em 1997 e publicado no Brasil em 2000, é um belo relato de seu último safari africano. Escrito com pungência, como tudo em que "Papa" Hem colocava as mãos. Quem ainda acha que ele era o estereótipo do machão deve ler com urgência Adeus às Armas e o conto Colinas como Elefantes Brancos, pérolas de sensibilidade de fazer qualquer um chorar.


Os 100 Livros que Mais Influenciaram a Humanidade - Martin Seymour-Smith (Difel) - Uma relação bastante interessante compilada pelo escritor inglês, biógrafo de Thomas Hardy e Rudyard Kipling. Embora por vezes muito autocentrado (Seymour-Smith parece ainda achar que a Inglaterra é o centro do mundo, como no século XIX), o livro vale a pena pelos clássicos que aponta. Uns óbvios, como a Bíblia, A República de Platão e Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche; mas outros inesperados para os leigos, como o I Ching, Guerra e Paz ou Estruturas Sintáticas, de Noam Chomsky. É importante notar que o livro é uma lista dos livros mais influentes; não são necessariamente os melhores livros já escritos. Mas não é possível deixar de concordar com a maioria esmagadora dos livros compilados aqui.


Obrigado. Um grande beijo para Marina, Ruth e Meg. Muito obrigado pela força, pelos e-mails carinhosos, pelas citações nos blogs. Vocês são mais do que bem-vindas aqui.

escrito por Fabio Fernandes | 6/02/2002 01:04:00 da manhã


sábado, junho 01, 2002  

A derrocada. Significativa a matéria desta semana na revista Época, que também pode ser lida na Web, aqui (mediante cadastro gratuito no site). À Beira do Abismo, dos coleguinhas Catia Luz, Martha Mendonça e Vladimir Brandão, mostra todo o declínio da classe média nos últimos anos, em especial de 1997 para cá. Apenas para citar um trecho da matéria: "As pesquisas de opinião informam que a classe média está com raiva. Sente-se traída por haver se preparado para viver num país que não existe mais. Sente-se frustrada: apenas 15% das pessoas com renda entre R$ 2.280 e R$ 7.600, ouvidas pelo Ibope, estão contentes com o padrão de vida que têm."

Mas, se você está se preparando para dizer "bem-feito!" para a classe média, pense duas vezes. A economia não está crescendo para ninguém (à exceção talvez dos grandes executivos e industriais, mas nem vamos entrar nesse mérito). Segundo a Catho, uma das maiores empresas brasileiras de recolocação de empregos, o tempo de permanência no mesmo emprego caiu de 6,3 anos em 1997 para 3,8 anos em 2001. A solução, temos sido levados a crer nestes últimos anos, estaria ou na economia informal - a chamada "camelização" - ou na pura e simples mudança de área, como o caso de Fábio de Tolosa, 27 anos, formado em Marketing e que nunca conseguiu uma vaga em sua área. Hoje trabalha como vendedor de calçados.

Há quem pense que o problema das pessoas que não conseguem vaga em sua área é simplesmente incompetência. Se este pensamento (fruto do neoliberalismo, cada vez mais selvagem aqui em terra brasilis) tiver algo de verdadeiro, então uma boa parte dos brasileiros sofre de burrice e incompetência crônicas desde cedo. Desculpem, mas acho difícil acreditar nisso, ainda mais quando existe uma explicação muito mais simples e factível na nossa cara: a incompetência do governo. Ainda não estamos livres de ter um destino semelhante ao da Argentina - e, segundo Luís Nassif, provavelmente é o que irá acontecer seja qual for o candidato à Presidência vitorioso.

escrito por Fabio Fernandes | 6/01/2002 07:58:00 da tarde