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sexta-feira, maio 31, 2002  

Outra do Mário. E, como bem lembrou o Ivson, além de tudo o velho era Fluminense. Este coração tricolor derrama uma furtiva lágrima.

escrito por Fabio Fernandes | 5/31/2002 10:24:00 da tarde
 

Mário é que era homem de verdade. Impossível falar de política sem lembrar de Mário Lago. Morreu ainda na flor da idade, porque para pessoas do calibre dele, centenário é pouco, e ele ainda estava nos noventa. Foi comunista de primeira hora (ainda que não filiado ao Partidão, coisa que nunca fez sua cabeça - e nem precisava, sejamos francos, pois Mário pensava com a própria cabeça, sem a proverbial consulta às bases). Foi ator de teatro, rádio e televisão, e viveu o nascimento e o apogeu desses dois veículos eletrônicos, particularmente o rádio. Conheceu a era de ouro da música brasileira, e fez parte dela como compositor de músicas que até hoje estão na boca do povo. Mário viveu uma vida e tanto.

O título do post se refere a uma matéria que fiz sobre a biografia de Mário, lançada em 1997. Tive o prazer de entrevistá-lo, ainda que por telefone, para a Tribuna da Imprensa. Mário foi gentil e respondeu todas as minhas (poucas e óbvias) perguntas com humor e inteligência, mas lá pelas tantas ficou impaciente e lascou esta: "meu filho, por que é que você não entrevista a biógrafa? Afinal, o livro é dela..."

Gaguejei uma desculpa qualquer, agradeci a entrevista e me despedi. Não tive coragem de confessar o óbvio, que ele evidentemente sabia: eu era um fã de carteirinha de Mário Lago, e fã tem razões que a própria razão desconhece. Eu queria ouvir a voz do velho, trocar dois dedos de prosa com ele, enfim. Consegui. Valeu a pena.

Na minha estante, a autobiografia de Mário, Na Rolança do Tempo, esgotada há mais de vinte anos. Precisam republicá-la urgentemente. Não se fazem mais homens como Mário Lago, nem países como o Brasil dos tempos de Amélia e Nada Além.

escrito por Fabio Fernandes | 5/31/2002 10:08:00 da tarde
 

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escrito por Fabio Fernandes | 5/31/2002 07:36:00 da tarde
 

Deve ser legal ser negão no Senegal, como dizia Chico César. Ainda mais hoje, depois da bela vitória de um a zero sobre a seleção da França na abertura da Copa. Mas querem saber? Também é muito bom ser brasileiro, mesmo com toda encrenca, todo problema, todo sistema, toda Ipanema (como dizia outro Chico, o Buarque), e receber o apoio de amigos e ex-moradores do Lanceiro Livre que, espero, se tornem habitués aqui do Pólis. Obrigado, Lulu, Paula, Matias, Luiz Felipe, professora Lúcia Leão, Alexandre Carvalho, Samuel Andrade, Adaílton Persegonha, Mermaid, René de Paula Jr., Carlos Magalhães, Leonardo Silvino, Rossana Fischer e quem mais vier: este espaço foi criado para vocês. Sejam bem-vindos.

escrito por Fabio Fernandes | 5/31/2002 06:48:00 da tarde


quarta-feira, maio 29, 2002  

Aquecendo as turbinas. Depois do fim do Lanceiro Livre (para quem não conheceu e quer ter uma idéia do que era esse blog, basta clicar aqui), andei bastante ocupado - ainda bem - com tradução e colaboração para vários lugares. As colunas do site Mídia Interativa da Fundação Itaú Cultural infelizmente estão suspensas por tempo indeterminado, mas nesse meio tempo comecei a trabalhar como colaborador para a revista Play, da Editora Conrad. Em junho começo também a colaborar com o site deles, o Entretenimento Eletrônico. A colaboração para o Web Insider continua; hoje, aliás, tem matéria nova.


A novidade é que minha colaboração para a revista eletrônica [Mão Única?] vai aumentar de forma considerável em junho. Fui convidado pelo irmão-em-armas Jorge Rocha, editor de cultura do jornal Folha da Manhã, de Campos, estado do Rio de Janeiro (O Jorge também é editor da Usina de Idéias e um dos criadores da Garota Sete Zoom, que já foi a melhor chatterbot que este país já teve), a co-editar a revista em sua nova fase, que deverá estrear na segunda quinzena de junho.


A revista, que antes era dedicada à cultura com leves pinceladas de política, dá uma virada e passa a tratar de política e tecnologia,mas sem perder a (forte) ênfase na cultura. Enquanto a revista não sai, meus dedos coçaram e decidi cometer este outro weblog, para variar um pouco, sair do marasmo que sempre nos ronda, e produzir algumas linhas diárias de interesse a quem interessar possa - sobre, como diz o nome do blog, política e tecnologia (embora a cultura não esteja de modo algum ausente - quem me conhece sabe que isso seria impossível).


Aviso que não sei se este pequeno projeto irá adiante - talvez, com a nova fase da [Mão Única?], ele se aposente precocemente. Há também a possibilidade de uma pequena incorporação ao site, mas isso ainda está por ser visto. Em todo caso, espero que gostem. Forte abraço a todos e aproveitem a viagem.

escrito por Fabio Fernandes | 5/29/2002 08:32:00 da tarde